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Arafat aponta gabinete de emergência
O líder palestino, Yasser Arafat, que enfrenta novas ameaças de expulsão pelo governo de Israel, apontou um gabinete de emergência encabeçado pelo primeiro-ministro indicado, Ahmed Korei. Arafat também declarou estado de emergência nos territórios palestinos. O gabinete é formado por oito ministros. Korei disse que as decisões são necessárias para que a Autoridade Palestina reafirme seu controle sobre uma situação de segurança que está se deteriorando. A correspondente da BBC em Ramallah, Barbara Plett, disse que a decisão de Arafat, que põe um fim a longas consultas sobre a formação do gabinete, é uma medida desesperada para projetar liderança onde não tem havido nenhuma. Ameaça As iniciativas acontecem em meio a pressões dentro de Israel para que seja levada adiante a ameaça de "remover" Arafat depois do atentado suicida no sábado, na cidade israelense de Haifa. O atentado foi perpetrado por uma mulher-bomba palestina e matou 19 pessoas em um restaurante lotado. O estado de emergência vai fazer pouca diferença para palestinos comuns, pois a vida deles é, em larga escala, controlada pelos israelenses, diz a correspondente. Mas Arafat pode ter a expectativa de que, ao formar um governo rapidamente, pode evitar uma ataque de Israel contra si, segundo a correspondente. Sem data Israel decidiu, em princípio, "remover" Arafat depois que 15 pessoas foram mortas em dois atentados suicidas coordenados, um em Jerusalém e outro em Tel Aviv, no dia 9 de setembro. Mas Israel não disse quando e como executaria sua ameaça. No entanto, reconhece que um ataque à casa de Arafat, em Ramallah, poderia levar à morte dele. Korei disse que o gabinete terá poder por um mês. "Nós temos uma situação de segurança que está se deteriorando e nós temos que reassegurar o controle sobre a segurança", afirmou. O gabinete inclui tanto aliados do líder palestino como membros do governo de Mahmoud Abbas, que renunciou por causa de uma disputa de poder com Arafat. |
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