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Helicópteros israelenses atacam Faixa de Gaza
Israel lançou ataques aéreos sobre a Faixa de Gaza na noite deste sábado, horas depois de um ataque suicida que matou 19 pessoas em um restaurante, na cidade israelense de Haifa. Os ataques aéreos - em dois locais diferentes, em Gaza - aconteceram pouco depois de uma reunião de emergência do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e graduados oficiais militares. Dois mísseis israelenses foram lançados contra uma casa na cidade de Gaza, enquanto outros três parecem ter sido destinados ao campo de refugiados El-Bureij. O ataque suicida no restaurante foi perpetrado por uma mulher, e matou pelo menos quatro crianças, ferindo 50 pessoas. Nota O grupo militante palestino Jihad Islâmico assumiu a responsabilidade pelo atentado, que aconteceu na véspera do dia mais sagrado do calendário judeu, o Yom Kippur (Dia do Perdão). O governo brasileiro emitiu uma nota condenando o ataque suicida, que classificou como "bárbaro". A nota do Ministério das Relações Exteriores diz que a "repetida violência" contra civis é uma prática "inaceitável". Mas a nota também pede o fim de iniciativas adotadas por Israel, como a construção de um muro separando israelenses e palestinos. "O governo brasileiro conclama, uma vez mais, as partes em conflito a cessarem os atos de contínua hostilidade e a evitarem iniciativas que não favorecem o clima de confiança, tais como a construção de um muro de segurança dentro dos territórios palestinos e o anúncio de novos assentamentos em territórios ocupados", diz a nota. O governo brasileiro também "exorta as partes em conflito a retornarem à mesa de negociação". Irmão Sharon vem recebendo demandas para cumprir a ameaça do governo de "afastar" o líder palestino, Yasser Arafat. Arafat, que permanece em sua casa em Ramallah, condenou o ataque suicida e defendeu um cessar-fogo mútuo. Mas Israel culpa a Autoridade Palestina pelo fracasso em desarmar os grupos militantes. Fontes palestinas disseram que a mulher-bomba era uma advogada, e seu irmão tinha sido morto a tiros por tropas israelenses na casa dele, em Jenin, em junho. O restaurante onde aconteceu o ataque, fica à beira do mar, e estava lotado. Há décadas vem sendo administrado por uma família judia e outra árabe. Toque de recolher Há relatos de que o exército de Israel pretende impor um toque de recolher por tempo indeterminado na Cisjordânia, a partir do amanhecer. A correspondente da BBC em Jerusalém, Orla Guerin, disse que o ataque em Haifa é um dos atentados mais sangrentos dos últimos três anos e põe o Oriente Médio em um momento crítico. O ministro da Saúde de Israel, Dan Naveh, disse que o ataque representava "uma oportunidade para implementar a decisão do gabinete de se livrar de Arafat". O gabinete fez essa ameaça no mês passado, depois que 15 pessoas foram mortas em dois ataques suicidas coordenados, um em Jerusalém e outro em Tel Aviv. Sinal verde? Israel não disse como e quando pode "afastar" Arafat de sua casa em Ramallah, mas reconhece que um assalto poderia resultar na morte dele. No entanto, a correspondente da BBC diz que Israel precisaria do sinal verde dos Estados Unidos para tomar tal iniciativa, algo que Washington se negou a fazer no passado. A correspondente da BBC em Ramallah, Barbara Plett, diz que a liderança palestina sabe que a existência de Arafat está por um fio. Não há relatos de vítimas dos ataques de Israel na Faixa de gaza. A casa, que seria o alvo de dois mísseis de Israel, é onde mora um militante do Hamas, segundo fontes palestinas. Mas ele não estava em casa no momento do ataque. Condenação No atentado ao restaurante, a mulher-bomba matou a tiros o guarda de segurança que estava na entrada, antes de correr para dentro. "Houve uma grande explosão que estourou as janelas. Foi horrível", disse uma testemunha à TV israelense. O primeiro-ministro palestino indicado, Ahmed Korei, condenou o que chamou de "ataque horroroso" e, segundo relatos, teria telefonado para o prefeito de Haifa, Yona Yahav, para manifestar sua tristeza. Korei fez um apelo, em um comunicado, para que o "povo palestino e todas as suas facções nacionais e islâmicas pratiquem a moderação e coloquem um fim a essas ações que atingem civis e prejudicam a nossa luta nacional justa e legítima". O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chamou o ataque de ato "desprezível", que reforça a necessidade de a liderança palestina combater o terrorismo. |
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