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Atualizado às: 04 de outubro, 2003 - 21h11 GMT (18h11 Brasília)
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Atentado mata pelo menos 19 em Israel
Cena do restaurante atacado em Haifa
O restaurante estava lotado na hora do ataque

Um atentado suicida em um restaurante da cidade portuária israelense de Haifa, neste sábado, matou pelo menos 19 pessoas e deixou cerca de 50 feridos.

O grupo militante Jihad Islâmico disse que um de seus integrantes - uma mulher que morreu na explosão - foi responsável pelo ataque.

O líder palestino Yasser Arafat condenou o ataque, mas o governo de Israel disse que o atentado mostrava que a Autoridade Palestina não estava querendo agir contra o que chamou "infraestrutura terrorista".

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, se reuniu com ministros e chefes das forças armadas para discutir como vai ser a resposta ao ataque.

Feriado

O atentado aconteceu na véspera do feriado religioso de Yom Kippur (Dia do Perdão), que começa no final do domingo e dura 24 horas.

Mesmo o esquema de segurança reforçado não conseguiu evitar o incidente.

O ataque atingiu um dos mais famosos restaurantes da cidade de Haifa, chamado Maxim, que fica no sul da cidade, perto do mar.

O restaurante fica em uma parte da cidade normalmente cheia durante o fim de semana e estava lotado na hora da explosão.

Crianças

"Havia um segurança do lado de fora do restaurante, mas o atacante conseguiu entrar e detonar a bomba", disse o chefe da polícia israelense, Shlomo Aharonishky.

"Houve uma grande explosão que estourou as janelas. Foi horrível", disse uma testemunha à TV israelense.

Segundo as informações de autoridades locais, três crianças estão entre os mortos.

Foi o primeiro ataque suicida desde o dia 9 de setembro, quando 15 pessoas morreram em dois ataques suicidas em Jerusalém e Tel Aviv.

Condenação

Depois do atentado de setembro, israelenses chegaram a falar que Arafat seria afastado, mas os palestinos alertaram que qualquer ação contra ele vai incendiar toda a região.

Um assessor do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon disse que a Autoridade Palestina era responsável pelo atentado porque havia fracassado em "desmantelar grupos terroristas", segundo a agência de notícias AFP.

O primeiro-ministro palestino indicado, Ahmed Korei, por sua vez, pediu o fim de todos os ataques contra civis israelenses.

Ele fez um apelo, em um comunicado, para que o "povo palestino e todas as suas facções nacionais e islâmicas pratiquem a moderação e coloquem um fim a essas ações que atingem civis e prejudicam a nossa luta nacional justa e legítima".

Muro

A explosão ocorreu depois que Israel determinou o total fechamento da Cisjordânia e Faixa de Gaza para o Yom Kippur.

Os militares israelenses afirmaram que o fechamento dos territórios palestinos era justificado por causa do alto risco de atentados por parte de militantes.

Na sexta-feira, o grupo militante Hamas disse que o muro de segurança que está sendo construído por Israel na Cisjordânia não iria impedir ataques contra israelenses.

A declaração do Hamas introduziu uma campanha palestina contra a cerca, que o governo israelense decidiu, na quarta-feira, estender ainda mais para dentro do território palestino.

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