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Atentado mata pelo menos 19 em Israel
Um atentado suicida em um restaurante da cidade portuária israelense de Haifa, neste sábado, matou pelo menos 19 pessoas e deixou cerca de 50 feridos. O grupo militante Jihad Islâmico disse que um de seus integrantes - uma mulher que morreu na explosão - foi responsável pelo ataque. O líder palestino Yasser Arafat condenou o ataque, mas o governo de Israel disse que o atentado mostrava que a Autoridade Palestina não estava querendo agir contra o que chamou "infraestrutura terrorista". O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, se reuniu com ministros e chefes das forças armadas para discutir como vai ser a resposta ao ataque. Feriado O atentado aconteceu na véspera do feriado religioso de Yom Kippur (Dia do Perdão), que começa no final do domingo e dura 24 horas. Mesmo o esquema de segurança reforçado não conseguiu evitar o incidente. O ataque atingiu um dos mais famosos restaurantes da cidade de Haifa, chamado Maxim, que fica no sul da cidade, perto do mar. O restaurante fica em uma parte da cidade normalmente cheia durante o fim de semana e estava lotado na hora da explosão. Crianças "Havia um segurança do lado de fora do restaurante, mas o atacante conseguiu entrar e detonar a bomba", disse o chefe da polícia israelense, Shlomo Aharonishky. "Houve uma grande explosão que estourou as janelas. Foi horrível", disse uma testemunha à TV israelense. Segundo as informações de autoridades locais, três crianças estão entre os mortos. Foi o primeiro ataque suicida desde o dia 9 de setembro, quando 15 pessoas morreram em dois ataques suicidas em Jerusalém e Tel Aviv. Condenação Depois do atentado de setembro, israelenses chegaram a falar que Arafat seria afastado, mas os palestinos alertaram que qualquer ação contra ele vai incendiar toda a região. Um assessor do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon disse que a Autoridade Palestina era responsável pelo atentado porque havia fracassado em "desmantelar grupos terroristas", segundo a agência de notícias AFP. O primeiro-ministro palestino indicado, Ahmed Korei, por sua vez, pediu o fim de todos os ataques contra civis israelenses. Ele fez um apelo, em um comunicado, para que o "povo palestino e todas as suas facções nacionais e islâmicas pratiquem a moderação e coloquem um fim a essas ações que atingem civis e prejudicam a nossa luta nacional justa e legítima". Muro A explosão ocorreu depois que Israel determinou o total fechamento da Cisjordânia e Faixa de Gaza para o Yom Kippur. Os militares israelenses afirmaram que o fechamento dos territórios palestinos era justificado por causa do alto risco de atentados por parte de militantes. Na sexta-feira, o grupo militante Hamas disse que o muro de segurança que está sendo construído por Israel na Cisjordânia não iria impedir ataques contra israelenses. A declaração do Hamas introduziu uma campanha palestina contra a cerca, que o governo israelense decidiu, na quarta-feira, estender ainda mais para dentro do território palestino. |
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