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ONU assume controle de força de paz na Libéria
A maior operação de força de paz já realizada pela ONU (Organização das Nações Unidas) teve início nesta quarta-feira na Libéria, horas depois que confrontos violentos na capital Monróvia deixaram três mortos. Três mil e quinhentos soldados de países da África Ocidental – que estão na Libéria desde o início de agosto – trocaram as suas boinas verdes pelas azuis usadas por soldados sob comando da ONU. Mais cedo, os soldados tiveram de disparar tiros para o alto em uma tentativa de restaurar a calma na capital, depois que forças do governo e rebeldes entraram em choque. Segundo relatos, a troca de tiros teria sido causada pela passagem do líder rebelde, Sekou Conneh, que estava na cidade para se encontrar com o presidente interino do país Moses Blah. O correspondente da BBC em Monróvia, Paul Welsh, disse que os eventos do dia mostram aos soldados da força de paz como a tarefa que eles têm pela frente pode ser difícil. Confronto Na cerimônia marcando a passagem do controle da força de paz à ONU, o chefe da missão, Jacques Klein, disse que "o tempo está se esgotando para os pistoleiros" e que a "justiça prevalecerá". A ocasião, no entanto, foi ofuscada pelos confrontos, alguns dos piores já registrados na capital Monróvia. O correspondente da BBC na cidade disse que os rebeldes supostamente estariam desarmados, mas o fogo foi aberto quando a multidão começou a atirar pedras contra o comboio. Um repórter da agência de notícias Associated Press que viajava no veículo com Conneh, disse, no entanto, que um atirador desconhecido abriu fogo durante a passagem do líder rebelde. Um rebelde do grupo Lurd e dois adolescentes foram mortos. Segundo a agência de notícias Reuters, uma multidão revoltada cercou os corpos, gritando: "A ONU é responsável por isto, eles querem que a gente morra". Tensão O nível de tensão continuou alto em Monróvia pelo resto do dia, com pessoas queimando pneus nas ruas e colocando fogo em uma casa que supostamente pertenceria a Conneh, segundo a agência de notícias Associated Press. Segundo o correspondente, no entanto, a presença das forças de paz regionais já teve um grande impacto na capital e nas áreas ao redor da cidade, levando um certo nível de paz e estabilidade com o qual os liberianos não podiam nem sonhar há cerca de dois meses. Uma tropa adicional de cerca de 11.500 soldados deverá chegar à Libéria para tentar levar uma certa estabilidade ao restante do país, onde civis ainda são ameaçados por pistoleiros e há registros de confrontos frequentes entre forças do governo e rebeldes. A força de paz comandada pela ONU irá agrupar, no total, cerca de 15 mil soldados. |
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