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Justiça dos EUA investiga alegações contra governo
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou nesta segunda-feira uma investigação sobre alegações de que o governo norte-americano teria deliberadamente divulgado o nome de uma agente da CIA, a Agência de Inteligência Americana, enquanto se preparava para entrar em guerra contra o Iraque. De acordo com as alegações, dois funcionários da Casa Branca teriam deixado vazar a identidade da agente para punir o marido dela, o ex-embaixador Joe Wilson, que negou que o Iraque tivesse comprado urânio do Níger. Wilson foi enviado à África para investigar relatos de que o governo de Saddam Hussein havia tentado comprar urânio para desenvolver armas nucleares. Mas ao terminar sua missão, Wilson produziu um relatório negando qualquer evidência sobre a tentativa de compra pelo Iraque. O diplomata também criticou abertamente a Casa Branca por exagerar a posição pró-guerra. De acordo com uma reportagem publicada na edição desta segunda-feira do jornal The Washington Post, a mulher do ex-embaixador americano Joe Wilson foi identificada como um agente por funcionários do governo americano, como uma forma de revanche contra ele. Um porta-voz da Casa Branca negou qualquer envolvimento do governo em possibilidades de retaliação e disse que o presidente Bush não sabia nada sobre a questão. Dois funcionários A acusação foi incluída no discurso sobre o Estado da União, feito por Bush em janeiro. Logo depois, o ex-diplomata questionou publicamente o governo americano por ter ignorado seu relatório sobre o assunto. De acordo com The Washington Post, vários jornalistas receberam ligações de fontes da Casa Branca que disseram que a mulher do ex-embaixador era uma agente da CIA e que foi ela a responsável por dar a Wilson a missão de ir à África. Aparentemente, dois funcionários do governo teriam deixado "vazar" o nome da agente.
Durante o fim de semana, a CIA teria exigido a abertura de um inquérito sobre o ocorrido, alegando que é um crime divulgar o nome de um agente. Investigação independente A Casa Branca disse que vai colaborar com o inquérito do Departamento de Justiça. De acordo com McClellan, a pessoa que fez "vazar" a informação "deve ser perseguida até o fim pelo Departamento de Justiça". "O presidente espera que todos se atenham aos mais altos padrões de conduta", disse o porta-voz da Casa Branca. De acordo com o correspondente da BBC em Washington Justin Webb, vários membros da oposição democrata já pediram a abertura de uma investigação independente sobre os fatos. Webb acreditam que, se for provada, a acusação pode representar problemas para o presidente Bush e seus assessores mais próximos. |
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