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Atualizado em: 14 de julho, 2003 - 23h21 GMT (20h21 Brasília)
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CIA acreditou no governo britânico, diz Jack Straw
Jack Straw, ministro do Exterior britânico
Straw defende a veracidade do dossiê apresentado ao Parlamento

O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, afirmou nesta segunda-feira que a CIA (Agência de Inteligência dos Estados Unidos) acreditou nas informações dadas pelo governo britânico de que Saddam Hussein teria tentado comprar urânio do Níger.

No entanto, representantes da CIA e o presidente americano, George W. Bush, têm tentado se distanciar dessas alegações.

De acordo com a CIA, as informações – mesmo tendo sido atribuídas aos britânicos – não deveriam ter sido incluídas no discurso anual de Estado da União do presidente americano, em janeiro.

A aparente contradição pode causar incômodos na visita que Tony Blair faz nesta semana aos Estados Unidos, já que o primeiro-ministro enfrenta críticas por causa dos motivos que apresentou para justificar seu apoio à guerra.

Blix

No fim de semana, o ex-inspetor-chefe de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), Hans Blix, disse que Blair estava "fundamentalmente enganado" ao afirmar que o Iraque tinha capacidade para lançar um ataque com armas de destruição em massa em um intervalo de 45 minutos.

Como os parlamentares britânicos vão entrar em recesso de verão nesta semana, Blair deve permanecer sob um intenso fogo cruzado sobre essa questão - já que ele não poderá se defender nas sessões semanais de debate na sede do Legislativo, em Londres.

Tanto a Grã-Bretanha quanto os Estados Unidos utilizaram o argumento de que Saddam Hussein estava tentando comprar urânio na África para convencer a população de seus países quanto à necessidade de uma guerra contra o Iraque.

No entanto, hoje a CIA diz que as informações fornecidas pela inteligência britânica eram baseadas em documentos que as agências americanas teriam descoberto ser fraudes.

A Grã-Bretanha insiste ter mais provas de que a informação é verdadeira.

George Tenet, diretor da CIA, no entanto, chegou a pedir desculpas por ter deixado o presidente Bush usar essas informações em seu discurso.

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