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Quatro iraquianos são mortos por soldados dos EUA
Quatro iraquianos teriam sido mortos quando soldados americanos abriram fogo contra dois carros perto de um posto de fiscalização na cidade de Fallujah, no Iraque. O incidente ocorreu com a imposição de toque de recolher na noite de sexta-feira. De acordo com testemunhas pelo menos outras cinco pessoas teriam ficado feridas. O governo americano ainda não comentou o incidente. E segundo informações um hotel e centro de conferências usados como centro de informações pelos soldados americanos teria sido atacado em Bagdá. Ainda não há notícias de feridos ou se o prédio foi danificado. Protestos Demonstrações contra os Estados Unidos começaram a ocorrer depois da morte dos quatro civis em Fallujah. Segundo a correspondente da BBC na capital iraquiana, Bagdá, a cidade de Fallujah, 50 quilômetros a oeste da capital, é um foco de protestos contra os Estados Unidos. Os vários incidentes em que civis iraquianos foram mortos por soldados americanos seriam a causa. Liberdade religiosa Mais cedo, o administrador americano no Iraque, Paul Bremer, declarou que os direitos individuais e a liberdade religiosa precisam fazer parte da nova Constituição do Iraque. Bremer também anunciou que soldados americanos no país estão mantendo 19 supostos integrantes da rede Al-Qaeda presos. Bremer afirmou que o governo americano não faria objeções ao reconhecimento do Islã como religião oficial do Iraque, mas acrescentou que a administração Bush quer garantir as liberdades individuais – uma visão que ele disse acreditar que será aceita pelas autoridades interinas do Iraque. Paul Bremer disse que, apesar de não haver um prazo para a Constituição ser escrita ou implementada, ele gostaria de ver o processo completo em um período de seis meses. Mais verba O Conselho de Governo do Iraque deve receber informações sobre o processo já na semana que vem e depois deve decidir, em uma convenção nacional, quando e como a Constituição seria elaborada e implementada. Bremer fez esses comentários em Washington, para onde ele foi com o objetivo de pedir ao Congresso americano que apóie o pedido do presidente George W. Bush de liberar mais verba (US$ 87 bilhões) para a reconstrução do Iraque. Sobre os militantes presos, Bremer disse que os suspeitos estariam entre 248 militantes estrangeiros sob custódia americana no Iraque. O maior número deles (123) é de origem síria, com um grande número vindo do Irã e do Iêmen. O Exército dos EUA culpa os militantes pela maioria dos ataques contra americanos no Iraque. Eles teriam se infiltrado no país pela fronteira. Segundo Bremer, a invasão de militantes estrangeiros no Iraque é o maior obstáculo para o estabelecimento da ordem. Mas ele insistiu que a violência não impedirá os esforços de reconstrução do país. "Não queremos que o Iraque vire um local de criação de terroristas no futuro", disse o administrador americano. Bremer disse que as investigações sobre os prisioneiros estrangeiros apontam uma ligação deles tanto com a Al-Qaeda quanto com o grupo Ansar Al-Islam, ligado também à rede de Osama Bin Laden. "Possivelmente, integrantes desse grupo conseguiram se reunir e entrar novamente no Iraque", declarou o administrador. |
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