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'Quarteto' discute futuro do plano de paz do Oriente Médio
Os países que apóiam o plano de paz para o Oriente Médio se reuniram na Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir como salvar a proposta. O grupo internacional, conhecido como Quarteto, reúne os Estados Unidos, União Européia, Rússia e a ONU. O plano, que foi anunciado em abril, tem a intenção de criar regras para o processo de pacificação da região, mas se desgastou na medida em que a violência entre israelenses e palestinos aumentou recentemente. Mesmo assim, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse estar apenas esperando a formação de um novo governo palestino para que seguir adiante com a chamada "rota da paz". Um correspondente da BBC na ONU diz que ocorreram divergências sérias entre os integrantes do Quarteto. Expulsão Segundo ele, isso ficou especialmente evidente quando a Assembléia Geral da entidade realizou um debate sobre a ameaça feita por Israel de expulsar o líder palestino, Yasser Arafat, dos territórios ocupados. Algumas nações européias e a Rússia condenaram a decisão israelense. Os Estados Unidos, no entanto, votaram contra essa posição. Powell afirmou nesta sexta-feira que a rota da paz ainda é válida. "Estamos agora aguardando para ver se o povo palestino é ou não capaz de escolher, pelo seu próprio sistema, um primeiro-ministro que tenha autoridade política e controle sobre as forças de segurança, para que possamos começar a seguir novamente na trilha prevista pela rota da paz." Após a renúncia de Mahmoud Abbas, o então presidente do Conselho Legislativo Palestino, Ahmed Kurei, foi indicado para substitui-lo como premiê. Seu gabinete, porém, ainda não foi formado. Recentemente, o presidente americano, George W. Bush, admitiu que o processo de paz no Oriente Médio estava estagnado e acusou Yasser Arafat por esse fracasso. À época, Bush descreveu Arafat como "um líder fracassado que prejudicou, nos últimos meses, o avanço do processo de paz no Oriente Médio". |
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