|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Morre o intelectual palestino Edward Said
Foi anunciada nesta quinta-feira, nos Estados Unidos, a morte de Edward Said, considerado um dos mais importantes intelectuais palestinos no meio acadêmico internacional. Said, que tinha 67 anos de idade, estava lutando contra leucemia há alguns anos, segundo informou a Universidade de Columbia, em Nova York, onde ele lecionava. Nascido em 1935 em Jerusalém, quando a cidade estava sob domínio britânico, Said escreveu uma série de livros influentes sobre o confronto no Oriente Médio incluindo A Questão Palestina e Orientalismo - O Oriente como invenção do Ocidente. Edward Said era considerado um dos porta-vozes da causa palestina no Ocidente e um crítico ferrenho da política de Israel no Oriente Médio. Arafat "A morte dele é uma perda enorme para os palestinos porque ele foi um dos que mais lutaram para levar nossa questão à população ocidental", disse o ministro da Cultura palestino Ziad Abu Amr, anunciando que a liderança palestina prestará homenagens ao intelectual em Ramallah e na Faixa de Gaza. Em abril de 2001, Said esteve em Londres e concedeu uma entrevista à BBC Brasil sobre os confrontos no Oriente Médio. Na ocasião, ele criticou os Estados Unidos, Israel e também o líder palestino Yasser Arafat. "A liderença de Arafat nos últimos oito anos tem sido, para dizer o mínimo, mal sucedida. Nesse processo de paz, ele apostou nos americanos, na boa vontade dos israelenses, mas o que resultou disso foi uma grande confusão", disse Said. Desde 1963, o escritor lecionava no departamento de literatura da Universidade de Columbia. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||