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Israel pune pilotos que se recusaram a atacar palestinos
Órgãos da imprensa de Israel informaram que o comandante da Força Aérea do país israelense puniu e ameaçou prender e expulsar um grupo de pilotos de combate que se recusaram a participar de missões de bombardeio contra alvos palestinos. De acordo com relatos, o comandante Dan Halutz teria emitido uma ordem suspendendo os vôos de nove pilotos que se recusaram a atacar os palestinos, segundo a página do jornal Haaretz na internet. Esses pilotos fazem parte de um grupo de 27 militares (os outros não estão na ativa) que divulgaram uma declaração se recusando a executar os ataques. Segundo o Haaretz, o comandante Halutz também os ameaçou de expulsão e prisão se eles não se retratassem publicamente. Civis A declaração dos pilotos, alguns dos quais realizam missões de combate regularmente, foi condenada por líderes militares israelenses. Israel lança com freqüência bombardeios aéreos com o objetivo de matar militantes palestinos na Cisjordânia e Faixa de Gaza. Palestinos e grupos de defesa dos direitos humanos condenam esses ataques e dizem que muitas vezes eles levam à morte de civis inocentes. O general Halutz disse ao jornal Haaretz que os pilotos seriam tratados da mesma forma que os soldados que se recusaram a servir na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, sugerindo que eles serão excluídos da vida militar e, possivelmente, presos. Os pilotos receberam ordem para se retratar, sob o risco de serem punidos. Em declaração conjunta divulgada na quarta-feira, os militares disseram: "Nós, pilotos veteranos e na ativa, nos opomos a cumprir ordens para ataques imorais e ilegais do tipo que Israel realiza nos territórios". Eles acrescentaram: "Nós nos recusamos a continuar a atacar civis inocentes". A estação de televisão de Israel Canal 2 noticiou que os pilotos também estavam se recusando a transportar soldados da infantaria para os territórios palestinos com o objetivo de realizar ataques. Sharon O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, também advertiu os pilotos contra sua posição. "Esse é um caso muito grave, que será resolvido logo e de maneira apropriada", disse Sharon, de acordo com a agência de notícias France Presse. Um dos pilotos rebeldes disse ao jornal Yediot Ahronot que ele se sentiu como se tivesse se voltado contra a própria família. "Eu tinha orgulho de pertencer a uma organização chamada Força Aérea de Israel, e hoje tenho vergonha", disse um piloto de helicóptero Blackhawk chamado Alon. "Esta é uma organização que pratica ações que, na minha visão são imorais e claramente ilegais." Centenas de reservistas israelenses preferiram ir para a prisão a prestar serviço militar nos territórios palestinos nos últimos três anos de violência envolvendo israelenses e palestinos. |
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