BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 25 de setembro, 2003 - 15h00 GMT (12h00 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Israel pune pilotos que se recusaram a atacar palestinos
Helicóptero israelense em ataque à Cisjordânia
Bombardeios israelenses em territórios palestinos são freqüentes

Órgãos da imprensa de Israel informaram que o comandante da Força Aérea do país israelense puniu e ameaçou prender e expulsar um grupo de pilotos de combate que se recusaram a participar de missões de bombardeio contra alvos palestinos.

De acordo com relatos, o comandante Dan Halutz teria emitido uma ordem suspendendo os vôos de nove pilotos que se recusaram a atacar os palestinos, segundo a página do jornal Haaretz na internet.

Esses pilotos fazem parte de um grupo de 27 militares (os outros não estão na ativa) que divulgaram uma declaração se recusando a executar os ataques.

Segundo o Haaretz, o comandante Halutz também os ameaçou de expulsão e prisão se eles não se retratassem publicamente.

Civis

A declaração dos pilotos, alguns dos quais realizam missões de combate regularmente, foi condenada por líderes militares israelenses.

Israel lança com freqüência bombardeios aéreos com o objetivo de matar militantes palestinos na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Palestinos e grupos de defesa dos direitos humanos condenam esses ataques e dizem que muitas vezes eles levam à morte de civis inocentes.

O general Halutz disse ao jornal Haaretz que os pilotos seriam tratados da mesma forma que os soldados que se recusaram a servir na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, sugerindo que eles serão excluídos da vida militar e, possivelmente, presos.

Os pilotos receberam ordem para se retratar, sob o risco de serem punidos.

Em declaração conjunta divulgada na quarta-feira, os militares disseram: "Nós, pilotos veteranos e na ativa, nos opomos a cumprir ordens para ataques imorais e ilegais do tipo que Israel realiza nos territórios".

Eles acrescentaram: "Nós nos recusamos a continuar a atacar civis inocentes".

A estação de televisão de Israel Canal 2 noticiou que os pilotos também estavam se recusando a transportar soldados da infantaria para os territórios palestinos com o objetivo de realizar ataques.

Sharon

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, também advertiu os pilotos contra sua posição.

"Esse é um caso muito grave, que será resolvido logo e de maneira apropriada", disse Sharon, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Um dos pilotos rebeldes disse ao jornal Yediot Ahronot que ele se sentiu como se tivesse se voltado contra a própria família.

"Eu tinha orgulho de pertencer a uma organização chamada Força Aérea de Israel, e hoje tenho vergonha", disse um piloto de helicóptero Blackhawk chamado Alon.

"Esta é uma organização que pratica ações que, na minha visão são imorais e claramente ilegais."

Centenas de reservistas israelenses preferiram ir para a prisão a prestar serviço militar nos territórios palestinos nos últimos três anos de violência envolvendo israelenses e palestinos.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade