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Para economista, G-21 pode ajudar a derrubar protecionismo
A criação de um grupo de países em desenvolvimento para exigir o corte nos subsídios dados pelos Estados Unidos e pela Europa aos seus agricultores deve ajudar a derrubar esse protecionismo. Essa é a opinião de Werner Baer, especialista em economia brasileira da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Em entrevista ao programa De Olho no Mundo, uma co-produção da BBC Brasil com a rádio Eldorado de São Paulo, ele elogiou a atuação da diplomacia brasileira na reunião da Organização Mundial do Comércio, em Cancún. O Brasil chefiou o chamado Grupo dos 21 (G-21), que conta com, entre outros, Índia e África do Sul. O bloco das nações mais ricas e o G-21 não chegaram a um acordo e muitos dizem agora que Cancún foi um fracasso. Avanço Baer se diz otimista e acha que a criação do G-21 já é um avanço. "O Brasil e outros países em desenvolvimento devem aumentar a sua posição de negociação", declarou Baer. "O comportamento do G-21 fortalece esses países nas futuras negociações com os EUA e a União Européia", acrescentou. "De certa maneira, a liderança do Brasil no grupo dos 21 e o chamado fracasso de Cancún poderiam ajudar os negociadores americanos a diminuir um pouco a resistência de vários grupos de lobistas sobre o governo americano." Já Giulio Lattes, diretor da área de comércio exterior e relações internacionais da FIESP e vice-presidente da Associação dos Exportadores Brasileiros disse que "Cancún não foi um fracasso". "Foi apenas uma derrapagem, um adiamento de resoluções." Também entrevistado no programa, ele afirmou: "Acho um fato positivo que a União Européia tenha se disposto a retirar três dos quatro temas de sua proposta, que dizem respeito a investimentos e compras governamentais". Na visão de Lattes, "houve (em Cancún) uma revolta dos pequenos em função de negociações agrícolas, que são muito importantes para que o Brasil possa se firmar no comércio internacional". |
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