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Irã diz que continuará a cooperar com AIEA
O Irã anunciou nesta segunda-feira que continuará a trabalhar com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) apesar de atritos causados pela controvérsia sobre o programa nuclear do país. O diretor do programa de energia atômica do Irã, Gholamreza Aghazadeh, disse que continuará a manter conversas com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a assinatura de um protocolo que permitirá inspeções mais rígidas às instalações nucleares iranianas. "O Irã respeita inteiramente as responsabilidades inerentes ao Tratado de Não- Proliferação Nuclear, não apenas por causa de suas obrigações contratuais, mas também por causa de suas considerações éticas e religiosas", disse Aghazadeh. Há relatos que indicam que o discurso de Aghazadeh reduzirá os receios de que Teerã encerre sua cooperação com a AIEA, como foi sugerido por integrantes conservadores do governo iraniano. Transparência A AIEA havia feito um novo apelo nesta segunda-feira para que o Irã abrisse suas instalações nucleares a uma rigorosa inspeção feita pelo órgão, além de provar que não está buscando fabricar armas nucleares. "É essencial e urgente que se encontre uma solução para todos os assuntos relevantes, particularmente aqueles envolvendo urânio enriquecido", disse o diretor da AIEA, Mohammed Elbaradei. A declaração foi dada enquanto ele discursava, no início da conferência geral da agência em Viena, na Áustria, três dias depois de a AIEA ter dado ao Irã até o final de outubro para revelar o teor de suas atividades nucleares. O Irã condenou o estabelecimento desse prazo final, mas reafirmou nesta segunda-feira sua adesão ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares. O apelo de Elbaradei foi reforçado por membros da AIEA presentes ao encontro. O vice-ministro do Exterior da Itália, Roberto Antioniona, falando em nome da União Européia, disse que o Irã "deve dar os passos necessários para assegurar transparência total ao seu programa nuclear". A recente descoberta de urânio enriquecido pela AIEA numa instalação nuclear no Irã alimentou receios de que Teerã esteja investindo em um programa de armas ilegal. Os iranianos negam isso e atribuem a culpa pela descoberta da AIEA a componentes importados usados na instalação nuclear investigada. O Irã insiste que o programa nuclear foi planejado para atender às necessidades energéticas do país. Na sexta-feira, a diretoria da AIEA determinou 31 de outubro como a data final para que seus inspetores possam verificar se o país está construindo uma bomba nuclear. Durante o final de semana, Teerã reagiu, ao dizer que estava reavaliando suas ligações com a agência, que é responsável pelo monitoramento para verificar se os países membros estão obedecendo ao tratado. |
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