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Atualizado às: 08 de setembro, 2003 - 23h19 GMT (20h19 Brasília)
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Premiê indicado deve acabar com violência, dizem EUA
Ahmed Korei (à esq.) e Yasser Arafat
Korei (esq.) e Arafat, em encontro do Comitê Executivo da OLP

Os Estados Unidos afirmaram que a prioridade para do primeiro-ministro palestino indicado, Ahmed Korei, deve ser o combate aos grupos militantes.

O líder do Parlamento palestino, também conhecido como Abu Allah, que foi nomeado pelo líder Yasser Arafat como o novo premiê, disse que o apoio dos Estados Unidos era uma das condições para que ele aceitasse o cargo.

O governo americano afirmou que a nomeação é uma questão interna, mas o cônsul-geral dos Estados Unidos em Jerusalém, que se encontrou com Korei na segunda-feira, enfatizou que a prioridade para Washington era que o novo premiê conseguisse controlar a questão da segurança.

Autoridades palestinas disseram que Ahmed Korei aceitou o cargo de primeiro-ministro na segunda-feira. Mas o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, disse que a decisão ainda não foi anunciada formalmente.

Korei foi indicado pelo presidente Yasser Arafat depois da renúncia de Mahmoud Abbas – também conhecido como Abu Mazen. Korei é membro do movimento Fatah, de Yasser Arafat, e ajudou a negociar os acordos de Oslo, há dez anos.

O nome dele ainda tem que ser aprovado pelo Parlamento, que deve se reunir nos próximos dias.

Luta pelo poder

"O cônsul-geral em exercício (Jeffrey) Feltman (deixou) claro este ponto crucial que nós fizemos em público e em particular de que o primeiro-ministro palestino precisa ser capaz de melhorar a questão da segurança, e este é o nosso principal interesse agora", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher.

Em Washington, o secretário de Estado, Colin Powell, disse esperar que Korei aceite mesmo o cargo.

"Nós temos que esperar para ver que autoridade política e que tipo de forças de segurança estarão sob o controle do novo primeiro-ministro, o que irá permitir com ele faça o seu trabalho de representar o povo palestino, mas também o de lidar com o terror que tem impedido que o processo avance", disse o secretário.

Abbas renunciou depois de uma luta acirrada pelo poder com Yasser Arafat, especialmente em relação à questão do controle das forças de segurança.

Além do apoio de Washington, Korei vem exigindo garantias de apoio também da União Européia.

A porta-voz da UE, Christina Gallach, sugeriu que Bruxelas irá apoiar Korei, dizendo que "ele é um homem que acredita na paz com Israel e já fez muito por isso. Dessa forma, ele receberá o apoio da União Européia".

Atitude de Israel

Apesar das condições impostas, durante o dia, Korei já havia dado pistas de que deveria aceitar a indicação.

Questionado por repórteres se aceitaria o cargo, ele disse que não havia problemas nisso.

"O problema é saber se Israel quer mudar sua atitude hostil", afirmou.

"É saber se eles querem reconhecer o presidente Arafat como o líder legítimo do povo palestino ou não."

Ele acrescentou que, se Israel não mudasse de atitude, não faria sentido ter um governo palestino ou um primeiro-ministro.

Korei também exigiu que o governo de Israel pare com o que ele chamou de "assassinatos" de militantes palestinos.

Israel faz referência às suas operações como atentados com alvos definidos – e atacou um de seus alvos mais importantes no fim de semana, o líder espiritual do Hamas, Sheikh Ahmed Yassin, que escapou com ferimentos leves.

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