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Rua no Timor Leste vai se chamar 'Vieira de Mello'
O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, anunciou nesta quarta-feira que a rua que passa pelo antigo escritório da Administração Transitória da ONU para o Timor Leste (Untaet) na capital, Díli, vai ser batizada com o nome do brasileiro. Gusmão teve muito contato com Sérgio Vieira de Mello, quando o brasileiro administrou o período de transição que transformou o Timor Leste em um país independente, entre 1999 e 2002. "Ele era um homem admirável, muito inteligente, um grande diplomata e um homem com um caráter humanitário que é digno de registro. Também era muito dedicado. Foi um homem excepcionalmente muito comunicativo, inclusive com a população", disse Gusmão em entrevista por telefone à BBC Brasil. A performance de Vieira de Mello na ex-colônia portuguesa foi reconhecida pela própria ONU como um sucesso. Ele deixou o país para assumir, logo depois, o posto de Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU. Parceiros A desconfiança criada pelo que Gusmão via como fracassos anteriores das Nações Unidas em outros países foi dissipada no primeiro encontro entre os dois. "Eu não o conhecia, mal chegamos aqui e fomos surpreendidos pela realidade de destruição. Não sabíamos até que ponto nós, timorenses, podíamos suplantar isso tudo", diz Gusmão. "Chegou o Sérgio. Ele se apresentou e o encontro foi interessantíssimo. E eu somente lhe disse assim: Sergio, bem-vindo! Eu espero que a missão da ONU em Timor não seja igual àquilo que nós ouvimos que aconteceu no Camboja, na Bósnia, e em Kosovo'. Ele riu e disse: Xanana, eu estive no Camboja, eu reconheço erros das Nações Unidas, mas não foram totalmente nossos. Eu venho com um sentido muito realista do problema e vocês, os timorenses, serão sempre os nossos parceiros neste processo", recorda o líder timorense. "Ele cumpriu a palavra e foi assim a forma como começamos a nos entender bem durante o processo de transição". Em entrevista à BBC, Xanana disse que ficou surpreso com a explosão pois o brasileiro e sua equipe não estavam em missão política no Iraque, mas em missão humanitária. Veterano de contatos com a organização, Xanana Gusmão disse que espera que a ONU tenha uma intervenção mais direta no Iraque. "As operações de paz hoje têm uma outra dimensão na ONU. Deveria ter em outras partes também uma intervenção muito mais direta e particularmente no Iraque, pois deveria assumir todo o processo para que haja confiança por parte do povo iraquiano", disse o presidente. "Eu suponho que deve haver ali uma mudança de forma a fazer entender os iraquianos que o que se conseguiu com a intervenção dos aliados foi apenas para dar oportunidade ao povo iraquiano para começar a pensar no seu próprio destino", opina. |
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