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Vieira de Mello 'conquistou estima e admiração', diz Chirac
A morte do representante especial da ONU no Iraque, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, nesta terça-feira, depois de horas de agonia sob os escombros do prédio que abrigava o quartel-general da organização em Bagdá, repercutiu em todo o mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Vieira de Mello foi "vítima da insanidade e do terrorismo" e pediu um minuto de silêncio, durante o seu encontro com o presidente chileno, Ricardo Lagos, na Granja do Torto. O primeiro-ministro alemão, Gerhard Schröder, classificou a morte de Vieira de Mello como "uma perda especialmente dolorosa", em seu telegrama à ONU condenando o ataque e oferecendo os "mais profundos pêsames" ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan. Já o presidente francês, Jacques Chirac, teceu elogios ao trabalho de Vieira de Mello. "As ações inteligentes e corajosas sob a sua liderança conquistaram estima e admiração unânimes", disse Chirac. A meio pau Na sede da ONU, em Nova York, que hasteou as suas bandeiras a meio pau, o porta-voz Fred Eckhard, chamou o brasileiro de "estrela em ascensão".
"É uma perda pessoal para todos nós, mas é também uma perda política. Isso terá um intenso impacto no nosso trabalho no Iraque e nos força a reavaliar os riscos de trabalhar no país", disse Eckhard. O coordenador do sistema da ONU no Brasil, embaixador Carlos Lopes, classificou a morte do embaixador Sérgio Vieira de Mello como uma "tragédia de enormes proporções para a ONU". "Tanto pela pessoa, já que ele era uma estrela brilhante dentro do sistema, como pelo que representa um atentado terrorista contra a ONU em Bagdá", afirmou Lopes. O embaixador, que trabalha no escritório das Nações Unidas em Brasília, lembrou que Vieira de Mello era uma figura emblemática da ONU, porque esteve envolvido em praticamente todas as grandes crises mundiais nos últimos dez ou 15 anos, era amigo pessoal do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e trabalhou na organização por praticamente toda sua vida profissional. 'Exemplo' O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também destacou a importância da perda do seu amigo pessoal. "É uma perda que não se repõe. Um brasileiro que honra a nossa cidadania. Mas ficará para sempre na memória o exemplo de um homem que batalhou pela paz, pelos direitos humanos, pela reconstrução, pelo multilateralismo", disse Amorim. "Apesar de ele não ser um diplomata, ele honrou a diplomacia brasileira por seu trabalho nas Nações Unidas." O ministro disse ainda que a morte do colega deve servir ajudar a encontrar formas para lutar contra o terrorismo de uma maneira racional com o apoio no multilateralismo e do direito internacional, que era o que ele encarnava", concluiu. O colega britânico de Amorim, Jack Straw, disse considerar Vieira de Mello um "homem excepcional". Já o chefe da comissão da União Européia, Romano Prodi, enviou uma nota de indignação à ONU em que classifica o ataque contra a organização como "bárbaro". O Conselho de Segurança da ONU declarou que o ataque "não vai acabar com a determinação" da comunidade internacional no Iraque. Janelas de prédios a mais de 1 km de distância foram atingidas pela explosão. |
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