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Tropa dos EUA mata cinegrafista palestino no Iraque
Tropas americanas mataram neste domingo o cinegrafista Mazen Dana, um palestino que trabalhava para a agência de notícias Reuters no Iraque. O incidente aconteceu na prisão de Abu Ghraib, perto de Bagdá, onde seis iraquianos morreram no sábado em um ataque com morteiros. Os militares americanos afirmam que a câmara usada por Dana foi confundida por soldados com um lançador de granadas. A Reuters descreveu o jornalista de 43 anos como um de seus melhores cinegrafistas. Ele foi premiado em 2001 pelo Comitê de Proteção aos Jornalistas por seu trabalho na cidade de Hebron, na Cisjordânia. Identidade Agora chegam a 19 os profissionais de mídia mortos ou desaparecidos no Iraque desde o início do conflito, em março. As últimas imagens feitas por Mazen Dana mostram um tanque americano avançando em direção a ele do lado de fora da prisão. Vários tiros são disparados pelo tanque e a câmara cai no chão. O técnico de som Nael Al-Shyoukhi, que estava com o cinegrafista, disse que os dois haviam conversado com um soldado americano perto da prisão pouco antes do tiroteio. “Eles nos viram e sabiam das nossas identidades e nosso trabalho”, disse Al-Shyoukhi. O porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Ken McClellan, disse que “não estava claro a princípio que se tratava de um repórter”. “A coalizão não está no ramo de alvejar repórteres”, disse McClellan. “Se ele levou um tiro, foi porque alguma coisa fez com que sua identidade fosse confundida.” A Reuters, por sua vez, cobrou “a mais completa e profunda investigação sobre esta terrível tragédia”, nas palavras de seu presidente, Tom Glocer. |
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