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Atualizado às: 17 de agosto, 2003 - 20h34 GMT (17h34 Brasília)
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Acordo na Libéria 'pode sair na 2ª', diz ONU
soldado de paz e rebelde do grupo Lurd
Tropas de paz em Monróvia tentam manter rebeldes dentro de limites estabelecidos

O representante das Nações Unidas na Libéria, Jacques Klein, disse que espera que as facções rebeldes nas conversações de paz em Gana cheguem a um acordo para a formação de um governo interino no país até o meio-dia de segunda-feira.

Klein disse à BBC que o acordo está próximo, pois apenas um grupo rebelde ainda resiste a um entendimento, na expectativa de conseguir cargos no governo.

O avanço nas negociações ocorreu na tarde deste domingo, quando um dos principais grupos da Libéria, Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia (Lurd), desistiu de buscar a vice-presidência no governo de transição.

As negociações têm o objetivo de formar uma administração provisória em outubro para governar o país até as eleições, dentro de dois anos, com o apoio de uma missão de paz da ONU.

Neste domingo, o atual governo da Libéria e dois grupos rebeldes assinaram um acordo permitindo que as agências de ajuda humanitária tenham acesso livre, em segurança, a todo o país.

Klein disse ainda que está discutindo com representantes da União Européia medidas rápidas para que seja restabelecido o fornecimento de água e eletricidade à capital liberiana, Monróvia.

Ajuda humanitária

Na área humanitária, há preocupação sobre as condições de vida dos habitantes da segunda maior cidade do país, Buchanan, depois que um missionário que acompanhou o primeiro caminhão levando suprimentos qualificou a situação como "desastrosa".

Milhares de pessoas estão abrigadas em uma missão católica em Buchanan, mas há pouco alimento e água potável, disse uma missionária.

Dezenas de milhares de de liberianos estão carentes de alimentos depois de semanas de combates entre as forças do governo e os rebeldes.

Na capital, Monróvia, organizações de ajuda humanitária começaram a distribuir alimentos no sábado.

Saqueadores roubaram, na semana passada, a maior parte dos suprimentos armazenados pelas Nações Unidas no porto de Monróvia antes que tropas de paz assumissem o controle da área, na quinta-feira.

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