|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Morre Idi Amin, ditador de Uganda acusado de genocídio
Idi Amin, ditador militar de Uganda entre 1971 e 1979, morreu na Arábia Saudita aos 78 anos. Ele estava em coma em um hospital de Jidá, depois de ter sofrido insuficiência renal. Idi Amin perdeu o poder em Uganda quando seu país foi invadido pela vizinha Tanzânia. A invasão acabou com oito anos de um regime rígido em que, segundo algumas estimativas de grupos de defesa dos direitos humanos, cerca de 300 mil pessoas foram assassinadas. Ele fugiu então para a Líbia, depois para o Iraque e finalmente se exilou na Arábia Saudita, onde vivia com seus assessores há mais de dez anos. Além dos assassinatos, seu regime ficou conhecido também pela expulsão de toda a população asiática de Uganda, dezenas de milhares na época, que foram acusados de controlar a economia do país. As suas propriedades foram confiscadas e entregues aos amigos do ditador. Carreira Idi Amin nasceu em 1925 e recebeu pouca educação formal até entrar para o Exército colonial britânico de Uganda. Quando o país se tornou independente, em 1962, ele passou a chefiar o Exército e a Marinha sob a Presidência de Milton Obote. Amin tomou a Presidência com um golpe em 1971, quando Obote estava no exterior, e começou a executar soldados e outros opositores em quem ele "não podia confiar". À medida que o país se atolou na corrupção e no caos, Amin começou a dar para si mesmo novos títulos, como "presidente vitalício" ou "conquistador do Império Britânico", entre outros. Depois de exilado, ele nunca mais voltou para Uganda. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||