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Atualizado às: 21 de julho, 2003 - 13h41 GMT (10h41 Brasília)
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Piora saúde do ex-presidente de Uganda Idi Amin
Idi Amin foi deposto em 1979
Idi Amin foi deposto em 1979

O ex-presidente de Uganda Idi Amin, que liderou entre 1971 e 1979 uma das ditaduras mais sangrentas da história da África, permanece em coma pelo terceiro dia, sendo mantido vivo por aparelhos.

Um porta-voz do hospital disse à agência de notícias Associated Press que a condição dele piorou nesta segunda-feira, depois de ter se mantido estável no domingo.

"Ele ainda está vivo, mas permanece em condições críticas na unidade de terapia intensiva", disse.

Amin está internado num dos melhores hospitais da Arábia Saudita.

Remoção

Uma das esposas de Amin disse à agência de notícias France Presse que sua família já pediu ao governo ugandense permissão para que, em caso de morte, seu corpo seja levado ao país.

Idi Amin tomou o poder de Uganda em 1971 e se engajou em um programa para "africanizar" a economia, confiscando bens e negócios de asiáticos que viviam no país.

Na época, Amin deu aos asiáticos noventa dias para sair de Uganda.

Em 1979, ele foi deposto por forças da Tanzânia e exilados ugandenses.

Amin mora na Arábia Saudita desde então.

O Congresso Popular da Uganda, partido que governa o país atualmente, diz que é responsável por cuidar de Amin como cidadão do país e ex-chefe de Estado.

Esse partido foi retirado do poder por Amim em 1971, mas voltou a governar Uganda.

Mas um jornal local afirma que o atual presidente Yoweri Musevini rejeitou o pedido de uma das esposas de Amin para que ele retornasse ao país.

Outra esposa afirmou que o ex-ditador sofria de problemas de pressão havia muito tempo e, na sexta-feira, entrou em coma.

"Nós entramos em contato com o governo para saber se, em caso de morte, poderíamos trazer o corpo de volta para um funeral decente", disse.

Um correspondente da BBC no país diz que as pessoas com mais idade nunca vão se esquecer da ditadura de 8 anos que deixou um clima de medo no país.

Aproximadamente 400 mil pessoas teriam morrido durante esse período.

Uma geração inteira de intelectuais foi morta ou se refugiou em outros países porque era crítica ao regime.

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