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Coréia do Norte insiste em pacto de não-agressão com EUA
A Coréia do Norte refez suas exigências por um pacto de não-agressão com os Estados Unidos, dizendo que essa é a única saída para resolver o impasse de dez meses sobre os planos nucleares norte-coreanos. Uma declaração do ministério do Exterior do país disse que o governo "não abandonará sua força nuclear" a menos que Washington desista de sua "política hostil". A reinvindicação da Coréia do Norte precede os encontros entre seis países para tratar da crise, que estão programados para ocorrer em Pequim, na China, a partir de 26 ou 27 de agosto. Os dois lados do conflito vêm fazendo recentemente concessões em suas posições iniciais. A reunião multilateral representa uma flexibilização da posição norte-coreana, que por vários meses exigiu um diálogo apenas com os americanos. Na terça-feira, os Estados Unidos também cederam. Um dos principais negociadores americanos, que atacou a Coréia do Norte durante uma visita à Coréia do Sul, no mês passado, não participará do encontro, segundo o vice-secretário de Estado americano, Richard Armitage. O governo da Coréia do Norte ficou furioso com comentários feitos por John Bolton, que chamou o país de "pesadelo infernal" e disse que o líder coreano Kim Jong-il era um "ditador tirânico" que vivia como membro de uma realeza. Pyongyang chamou Bolton de "escória humana" e se recusou a continuar a negociar com ele. Encontro Diplomatas dos seis países (Coréias do Norte e do Sul, Rússia, China, Japão e Estados Unidos) estão participando de vários encontros informais nesta quarta-feira para se preparar para os encontros de Pequim. Representantes dos Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul devem se encontrar em Washington, enquanto graduados funcionários do governo russo terão encontros separados com enviados das Coréias do Norte e do Sul, em Moscou. Diplomatas russos já se encontraram com representantes da China nesta semana. A Coréia do Norte havia concordado em negociar no início do mês, depois de ter insistido em conversas bilaterais com os Estados Unidos para resolver a crise. Mas numa longa declaração divulgada nesta quarta-feira pela agência de notícias estatal, KCNA, o ministério do Exterior do país manteve a exigência de que nada menos do que um pacto de não-agressão resolverá o impasse. O país ainda descartou a possibilidade de que inspeções em suas instalações nucleares possam ocorrer dentro de pouco tempo, classificando-as como "impossíveis e impensáveis". Em negociações estabelecidas em Pequim, ocorridas em abril, envolvendo os Estados Unidos, a Coréia do Norte e a China, o delegado de Pyongyang disse ao representante americano que o país já tinha bombas nucleares e estava preparado para fazer mais delas. |
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