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Coréia do Norte aceita diálogo multilateral, confirmam sul-coreanos
O governo da Coréia do Sul confirmou a informação, inicialmente divulgada pela Rússia, de que os norte-coreanos estão dispostos a manter conversações multilaterais sobre seu programa nuclear. As negociações envolveriam seis países. Os americanos eleogiaram a iniciativa e disseram que estão "encorajados" pela notícia. Os sul-coreanos disseram ter obtido a confirmação diretamente dos vizinhos do norte e acrescentaram que nenhuma exigência especial foi feita. Até o momento, a Coréia do Norte se negava a discutir de forma multilateral seu programa nuclear. O país aceitava apenas conversações diretas com os Estados Unidos. Os americanos, no entando, vinham insistindo em não negociar sozinhos com os norte-coreanos e pediam a participação de países da região, como Coréia do Sul, China e Japão. Na quinta-feira o Ministério de Relações Exteriores russo já havia anunciado a disposição norte-coreana. Ataque Em meio à divulgação da possibilidade de novas negociações, o subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional dos Estados Unidos, John Bolton, fez um ataque contundente à Coréia do Norte. O subsecretário disse que as autoridades norte-coreanas aceleraram seu programa de armas nucleares enquanto a população do país vivia um "pesadelo infernal". Com uma postura pouco usual nos círculos diplomáticos, Bolton fez críticas quase pessoais ao líder norte-coreano, Kim Jong-il, que foi qualificado pelo subsecretário americano como um "ditador tirano" que vive como um membro da realeza. "Enquanto vive como realeza em Pyongyang, ele (Kim Jong-il) mantém centenas de milhares de pessoas em campos de prisioneiros e outros milhões vivendo na pobreza, cavando a terra em busca de comida", disse. Na manhã de quinta-feira, a Coréia do Norte acusou o governo americano de utilizar "todo tipo de mentiras e tramas" e de preparar suas forças como um prelúdio para uma invasão. Analistas acreditam que os comentários de Bolton e as acusações norte-coreanas são parte de uma estratégia diplomática em que nenhuma das partes quer aparentar fragilidade no período que antecede negociações delicadas. A crise entre a Coréia do Norte e os Estados Unidos começou no ano passado depois que os americanos disseram que os norte-coreanos haviam admitido ter um programa nuclear secreto. Desde de um acordo em 1994, os norte-coreanos haviam se comprometido a congelar seus programas nuclear em troca de ajuda econômica. Após fazer as acusações, os americanos cortaram a ajuda financeira ao país. os norte-coreanos reagiram endurecendo a sua posição, retomando oficialmente suas atividades no campo nuclear, mas alegando que o estavam fazendo com o objetivo pacífico. |
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