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Atualizado às: 31 de julho, 2003 - 16h29 GMT (13h29 Brasília)
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Coréia do Norte aceita negociar impasse nuclear, diz Rússia
Guarda na fronteira da Coréia do Norte

A Rússia anunciou nesta quinta-feira que a Coréia do Norte é a favor de negociações multilaterais para resolver a disputa com os Estados Unidos sobre o programa nuclear norte-coreano.

O anúncio partiu do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, que disse ter recebido uma mensagem sobre o assunto do embaixador da Coréia do Norte em Moscou, Pak Ui Chun.

O comunicado do ministério diz ainda que a Coréia do Norte afirmou que gostaria que a Rússia participasse das negociações, que envolveriam seis países.

O governo americano estava pressionando a comunidade internacional por discussões mais amplas com a Coréia do Norte sobre seu programa nuclear, após as negociações iniciais realizadas na China em abril.

Até então, a Coréia do Norte insistia em negociações diretas com as autoridades americanas.

Ataque

Em meio à divulgação do comunicado na Rússia, o subsecretário de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional dos Estados Unidos, John Bolton, fez um ataque contundente à Coréia do Norte.

O subsecretário disse que as autoridades norte-coreanas aceleraram seu programa de armas nucleares enquanto a população do país vivia um "pesadelo infernal".

Com uma postura pouco usual nos círculos diplomáticos, Bolton fez críticas quase pessoais ao líder norte-coreano, Kim Jong-il, que foi qualificado pelo subsecretário americano como um "ditador tirano" que vive como um membro da realeza.

"Enquanto vive como realeza em Pyongyang, ele (Kim Jong-il) mantém centenas de milhares de pessoas em campos de prisioneiros e outros milhões vivendo na pobreza, cavando a terra em busca de comida", disse.

Acusações

Na manhã de quinta-feira, a Coréia do Norte acusou o governo americano de utilizar "todo tipo de mentiras e tramas" e de preparar suas forças como um prelúdio para uma invasão.

Analistas acreditam que os comentários de Bolton e as acusações norte-coreanas são parte de uma estratégia diplomática em que nenhuma das partes quer aparentar fragilidade no período que antecede negociações delicadas.

Os Estados Unidos querem que a próxima rodada de negociações sobre o programa nuclear norte-coreano inclua países como a Coréia do Sul e o Japão, e argumenta que o assunto é de interesse para toda a região.

A agência de notícias japonesa Kyodo disse nessa quinta-feira que os Estados Unidos e as duas Coréias estão nos estágios finais de discussão sobre uma proposta para negociações conjuntas em setembro.

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