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Ex-secretário dos EUA admite guerra com Coréia do Norte
O ex-secretário americano da Defesa William Perry disse que acredita na possibilidade de uma guerra entre a Coréia do Norte e os Estados Unidos ainda este ano, caso o país asiático insista em avançar com seu programa de armas nucleares. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao jornal americano Washington Post, nos Estados Unidos. Segundo Perry, o governo norte-coreano poderia em breve possuir dispositivos nucleares suficientes a ponto de testar algum ou de vender para o que chamou de terroristas. "A situação com a Coréia do Norte poderia ter sido contornada seis meses atrás se tivéssemos feito a coisa certa, mas nós não fizemos o que era certo", disse Perry. China O ex-secretário não criticou diretamente o governo de George W. Bush, mas advertiu: "o tempo está se esgotando e a cada mês o problema fica mais perigoso". Ainda nesta terça-feira, o governo da China manteve conversações na capital da Coréia do Norte, Pyongyang, para tentar convencer o país a retomar o diálogo com a comunidade internacional sobre seu polêmico programa de armas nucleares. O vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Dai Bingguo, encontrou-se com o líder norte-coreano, Kim Jong-il, em Pyongyang, para pedir que todas as partes envolvidas nas negociações sobre o programa nuclear da Coréia do Norte mantenham esforços para alcançar uma resolução pacífica e estável para a península coreana. Dai Bingguo entregou ao líder norte-coreano uma carta do presidente chinês, Hu Jintao, pedindo a Pyongyang que chegue a um acordo para voltar à mesa de negociações. O correspondente da BBC em Pequim disse que está aumentando a preocupação do governo chinês com a probabilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos na Coréia do Norte, caso esta insista em acelerar seu suposto programa de armas nucleares. Influência A agência estatal de notícias da Coréia do Norte informou que o encontro do enviado chinês com Jong-il transcorreu "em um clima de cordialidade". A China tem sido alvo de pressão da comunidade internacional para usar sua influência, como um dos mais importantes aliados da Coréia do Norte, para ajudar a promover uma solução negociada para a crise que tem causado instabilidade na região desde outubro de 2002. Na semana passada, o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, foi a Pequim pedir ajuda ao governo chinês. Em abril, a China ajudou a promover conversações de seu próprio governo e dos Estados Unidos com a Coréia do Norte. O governo sul-coreano anunciou que espera que a China possa convencer o regime de Pyongyang a participar de novas negociações de paz que contem com os países da região e os Estados Unidos. Mas a Coréia do Norte, que culpa o governo americano de provocar a crise, continua insistindo em negociações bilaterais com os Estados Unidos somente. Uma proposta que Washington reluta em considerar. |
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