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Atualizado às: 12 de agosto, 2003 - 18h34 GMT (15h34 Brasília)
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Palestinos assumem ataques contra Israel
A violência não cessa
Mãe e filho feridos no ataque de Tel Aviv

Dois grupos militantes palestinos assumiram a responsabilidade pelos ataques que deixaram quatro pessoas mortas, em Israel e na Cisjordânia, nesta terça-feira.

Os ataques foram os mais violentos desde que uma trégua unilateral foi anunciada, em junho, pelos grupos armados palestinos.

Os atentados mataram dois israelenses e dois palestinos – autores das ações –, além de ter deixado pelo menos 13 feridos.

A Brigada dos Mártires de Al-Aqsa assumiu o ataque a um shopping center num subúrbio de Israel.

O Hamas disse ter sido o responsável pelo atentado ao assentamente judeu, na Cisjordânia.

Os dois grupos disseram ter realizado as ações como forma de retaliação específica a um ataque de Israel que deixou dois palestinos mortos na semana passada.

Apesar dos ataques, representantes do Hamas dizem que ainda estão respeitando o cessar-fogo que paz parte do plano de paz.

Prisioneiros

Israel disse que vai "barrar completamente o terror" e suspendeu a libertação de prisioneiros palestinos em Israel.

Apesar disso, um político do alto escalão do governo sugeriu que a medida poderia ser suspensa e as libertações, retomadas.

Antes dos ataques, esperava-se que o governo israelense libertasse 76 prisioneiros nesta semana.

Zalman Shoval, um assessor de política internacional do primeiro-ministro Ariel Sharon, disse que "do ponto de vista da opinião pública, hoje não seria um dia muito bom para a libertação de prisioneiros palestinos".

"Mas, ultimamente, o governo israelense está comprometido com a libertação dos prisioneiros e acho que vai continuar assim", acrescentou.

Sharon afirmou que não poderia haver processo no plano de paz sem o fim dos ataques.

Uma fonte militar disse à agência de notícias Associated Press que não haveria retaliação em grande escala aos ataques de terça-feira.

O correspondente da BBC em Jerusalém Simon Wilson diz que os ataques são, sem dúvida, a mais severa ameaça ao período de relativa calma desde que os principais grupos militantes palestinos anunciaram um cessar-fogo unilateral em junho.

Shopping

No ataque de Tel Aviv, um homem detonou os explosivos que carregava possivelmente em uma mochila ou em um cinto depois de ter sido confrontado pelo segurança na entrada de um supermercado.

A explosão deixou vidros quebrados e provocou um grande incêndio.

"Eu vi o fogo e uma nuvem de fumaça", disse a testemunha Avigail Josef. "Eles tiraram uma criança ferida e sua mãe".

No caso da explosão na Cisjorndânia, o suicida detonou seus explosivos numa parada de ônibus perto de vários jovens israelenses.

Além de uma vítima fatal, outras três pessoas ficaram feridas.

O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, condenou os dois ataques, mas disse que eles foram provocados pela ofensiva israelense em áreas palestinas.

Os grupos militantes, disse ele, ainda estão comprometidos com a trégua.

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