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Israel responde a suposto ataque do Hezbollah
Aviões militares israelenses bombardearam o sul do Líbano, em uma aparente retaliação a um ataque que deixou um morto na cidade de Shlomi, no norte de Israel. Fontes militares israelenses afirmam que guerrilheiros do grupo guerrilheiro libanês Hezbollah dispararam bombas contra a cidade. O Hezbollah, por sua vez, afirma que apenas disparou baterias antiaéreas contra aviões israelenses que estavam violavando o território aéreo do Líbano. Segundo a correspondente da BBC em Beirute, Kim Ghattas, dependendo da direção das baterias, estilhaços de explosivos podem ir parar em território israelense. Israel, no entanto, afirma que foi um ataque deliberado. O Hezbollah fica baseado no sul do Líbano, região que faz fronteira com o norte israelense, e costuma responder a incursões aéreas de Israel sobre território libanês com baterias antiaéreas. Não há informações de vítimas no bombardeio israelense, cujo alvo, segundo a polícia libanesa, foi a cidade de Tayr Hafa. Já no ataque a Israel, um adolescente de 16 anos foi morto e quatro pessoas ficaram feridas quando bombas atingiram Shlomi. Tensão A tensão entre o Hezbollah e Israel vem crescento nos últimos dias, suscitando temores de que a frente norte do conflito (Israel-Líbano) pode ser reaberta após três anos de relativa paz, período iniciado com a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano. Na última sexta-feira, tropas israelenses e guerrilheiros do Hezbollah entraram em confronto em Sheeba, região de fronteira disputada pelos dois países. A escalada nas tensões teria começado com a morte de um guerrilheiro do Hezbollah na explosão de um carro-bomba em Beirute, capital libanesa. O grupo acusou Israel pelo assassinato e prometeu vingança. Nos últimos oito meses, no entanto, o Hezbollah não havia atacado quaisquer alvos israelenses. O ministro das Relações Internacionais de Israel, Silvan Shalom, exigiu que a Síria e o Líbano reprimam militantes do Hezbollah. "Nossa mensagem à Síria, como partes responsáveis pela ação do Hezbollah, é que se as atividades do Hezbollah continuarem, não teremos alternativas se não nos defendermos", afirmou. "Creio que o regime da Síria sabe muito bem quais são nossas capacidades. Não creio que valha à pena nos testar", acrescentou Shalom. |
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