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Atualizado às: 07 de agosto, 2003 - 11h15 GMT (08h15 Brasília)
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Javanês é condenado à morte por ataque em Bali
Amrozi Bin Nurhasyim, ao ouvir que havia sido sentenciado à pena de morte
Amrozi, ao ouvir que havia sido sentenciado à pena de morte

O militante muçulmano Amrozi Bin Nurhasyim foi condenado à morte pela Justiça indonésia por planejar e participar do atentado em Bali, que deixou 202 mortos no ano passado.

Primeiro acusado a ser condenado pelos ataques, Amrozi – um mecânico de 41 anos, nascido na ilha de Java – poderá ser executado por fuzilamento.

O tribunal o considerou culpado das acusações de "conspiração, planejamento e execução de um ato de terrorismo".

Ele comemorou a decisão, sorrindo e jogando os braços para cima. Antes do julgamento, ele chegou a dizer que ficaria feliz de morrer "como um mártir".

No entanto, um de seus advogados disse à agência de notícias Reuters vai recorrer da sentença.

O veredicto é anunciado dois dias depois que um carro-bomba explodiu do lado de fora de um hotel em Jacarta, matando pelo menos 14 pessoas e deixando 150 feridas.

Estrangeiros

O caso foi acompanhado com grande interesse internacional, já que a maior parte das vítimas do atentado na danceteria de Bali eram estrangeiros, que haviam ido de 21 países para a ilha para passar as férias.

Na Austrália, de onde eram 88 dos 202 mortos, o primeiro-ministro, John Howard, elogiou o veredicto.

Durante o julgamento, que começou em maio, cinco juízes ouviram mais de 40 testemunhas, entre as quais estavam sobreviventes do ataque.

Em seus testemunhos, Amrozi disse que via "aspectos positivos" no atentado de Bali, alegando que o incidente havia enfraquecido a "influência corruptora" dos turistas estrangeiros e "estimulado" a volta à religião.

Comportando-se de forma desafiadora durante a maior parte do processo, o réu admitiu ter comprado os explosivos e a van usados na explosão em Bali.

Mas ele teria negado que o ataque foi realizado pelo grupo Jemaah Islamiah, acusado de ter ligações com a organização Al-Qaeda.

Dois irmãos de Amrozi também são acusados de participação no atentado e, assim como outros suspeitos, estão sendo julgados separadamente.

A polícia da Indonésia acredita que o Jemaah Islamiah esteja por trás da explosão em Bali, assim como o atentado de terça-feira no hotel Marriott.

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