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Atualizado às: 27 de julho, 2003 - 16h45 GMT (13h45 Brasília)
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Militares filipinos amotinados se rendem
Soldados filipinos depois da rendição
Rebeldes exigiam providências contra corrupção

Os jovens oficiais rebeldes que tomaram um shopping center no centro financeiros da capital filipina, Manila, concordaram em encerrar a rebelião e voltar aos quartéis, de acordo com um dos negociadores do governo.

A presidente Gloria Arroyo fez um pronunciamento para anunciar o fim da crise, afirmando que "296 soldados, incluindo 70 oficiais, se renderam e estão retornando aos quartéis".

Os rebeldes colocaram explosivos no shopping nas primeiras horas deste domingo e exigiam a renúncia da presidente Gloria Arroyo, acusada por eles de corrupta.

Arroyo disse que os rebeldes "não pediram e não devem receber nenhum tratamento especial".

Tratamento

Ela acrescentou que civis envolvidos em planejar um golpe ligado ao motim também vão ser processados.

Cinco oficiais - capitães e tenentes considerados líderes do motim - "vão arcar com as conseqüências de seus atos".

 Este foi um triunfo para a democracia

Gloria Arroyo

O acordo aconteceu depois de dois prazos para que os rebeldes se rendessem tivessem sido desrespeitados e os explosivos estão sendo desativados.

O correspondente da BBC em Manila, John McLean, disse que um assalto ao prédio foi evitado porque os militares amotinados pareciam abertos à persuasão.

Os jovens oficiais também pediam a renúncia do ministro da Defesa, Angelo Reyes.

Explosivos

Os amotinados estavam fortemente armados e colocaram explosivos no complexo Glorietta, que fica no bairro de Makati.

O tenente Antonio Trillanes, um dos líderes da rebelião, afirmou que os explosivos foram plantados apenas para que os amotinados pudessem se defender.

Correspondentes que acompanharam o motim disseram que a sutuação era complicada, com os amotinados trocando cumprimentos com os soldados leais ao governo, enviados para cercá-los.

Um dos rebeldes que se entregou mais cedo, juntamente com outros 14, prestou continência a um general leal ao governo na saída e recebeu um abraço do general.

Alegações

Em um pronunciamento anterior, a presidente Arroyo alertou para a possibilidade de uso de força para retomar o shopping.

Ela se dirigiu diretamente ao amotinados afirmando que eles "cruzaram a linha do professionalismo e estão envolvidos em uma ação política ilegal, calçada no uso de força.

"Suas ações estão beirando o terrorismo", disse a presidente.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou seu "total apoio" à Arroyo, assim como o governo australiano.

O grupo rebelde acusou o governo de encenar ataques terroristas nas Filipinas para conseguir ajuda militar dos Estados Unidos.

O correspondente da BBC em Manila afirma que as mesmas alegações tinham sido feitas anteriormente, mas os soldados amotinados não mostraram nenhuma prova para corroborar a acusação.

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