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Filipinas dá ultimato a soldados rebeldes
A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, deu um ultimato aos rebeldes que tomaram um complexo comercial e residencial na capital, Manila, ameaçando-os com um ataque total. A presidente deu até às 17h (hora local, 5h em Brasilia) para que o grupo de 60 soldados rebelados deixe o prédio sob pena de serem atacados pelas tropas do governo. Os soldados - supostamente golpistas - tomaram o controle do prédio nas primeiras horas do domingo e o cercaram de o que parecem ser explosivos. Moradores do condomínio de apartamentos que há dentro do complexo - incluindo o embaixador da Austrália - foram liberados ainda de manhã. Desertores Mais cedo, o chefe do comando militar filipino, general Narciso Abaya, havia afirmado que estavam sendo realizadas buscas para capturar 10 jovens oficiais e entre 40 e 50 soldados armados que haviam desertado. A segurança foi reforçada no palácio presidencial de Malacanang. Em um pronunciamento transmitido pela televisão em cadeia nacional, a presidente Gloria Arroyo não identificou os militares, mas os descreveu como "fugitivos da justiça". Nos últimos meses, oficiais de baixo escalão vinham reclamando publicamente de baixos salários e de corrupção entre o alto escalão. Um porta-voz das Forças Armadas, general Rodolfo Garcia, afirmou que estava investigando se o motim não poderia ter ligação com o ex-presidente Joseph Estrada, afastado em meio a protestos populares há dois anos. Velhos fantasmas "Não queremos acreditar ainda, mas há informações, que estão sendo verificadas, de que há conexão com o grupo de Estrada", afirmou Garcia. O Secretário de Defesa, Angelo Reyes, disse que há pessoas trabalhando nos bastidores, controlando ou manipulando (os oficiais), tirando vantagem da juventude e da falta de experiência deles". Estrada é mantido em um hospital militar enquanto está sendo julgado por apropriação indébita de US$ 80 milhões, durante os dois anos em que esteve na presidência. Arroyo, que era vice-presidente, assumiu em 2001, com o afastamento dele. Ele sustenta, no entanto, que ainda é o presidente filipino. Alerta máximo Guardas presidenciais em uniformes de combate e armados com rifles, estão revistando todos os veículos que circulam na área próxima ao palácio presidencial. Arroyo alertou que vai buscar a pena máxima para os amotinados: "O alerta é extensivo a políticos inescrupulosos que exploram o complexo messiânico destes militares velhacos, pelas suas ambições nuas". Aviso O chefe da Igrega Católica nas Filipinas, cardeal Jaime Sin, havia alertado para a existência de planos de um golpe para derrubar o governo. "Não podemos negar que muitas reformas são necessárias", disse o cardeal em um comunicado. "Mas o que tem que ser feito pela renovação nacional, pode e deve ser feito através de meios pacíficos", conclui o comunicado. |
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