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Rebeldes começam a se render em Manila
Os militares filipinos dizem que 15 dos soldados amotinados em um complexo comercial da capital Maniela já se entregaram. Mais cedo, a presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, havia dado um ultimato aos rebeldes até as 17h (5h em Brasília) , ameaçando-os com um ataque total. Um dos rebeldes que deixou o prédio foi recebido por um general que o abraçou. No entanto, a maior parte do grupo de 200 soldados continua dentro do complexo Glorietta, no distrito financeiro de Makati. Os soldados - supostamente golpistas - tomaram o controle do prédio nas primeiras horas do domingo e o cercaram de explosivos. Eles pedem a renúncia da presidente e do ministro da Defesa, Angelo Reyes, acusando o governo de corrupção. Situação confusa Correspondentes em Manila afirmam que a situação no local é complexa, com evidência de que os amotinados estariam trocando apertos de mão com os soldados enviados para cercá-los. Moradores do condomínio de apartamentos que há dentro do complexo - incluindo o embaixador da Austrália - foram liberados ainda de manhã. Os rebeldes afirmaram tê-los mantido até a manhã para a própria segurança deles. Em um pronunciamento transmitido pela televisão em cadeia nacional, a presidente Gloria Arroyo avisou que iria autorizar a "força cabível" para recuperar o complexo. Ela afirmou que os soldados haviam "cruzado a linha de professionalismo e estão agora engajados em uma ação política ilegal". "Suas ações já estão beirando o terrorismo", afirmou a presidente, se dirigindo aos soldados rebeldes. O departamento de Estado americano expressou "apoio total" à presidente posição também manifestada pelo ministro do Exterior da Austrália. Acusações Um dos soldados que estava na lista do governo daqueles que deveriam ser presos disse aos repórteres, do lado de fora do complexo comercial, que o grupo de amotinados não tem intenção de dar um golpe de Estado e que eles só haviam colocado explosivos ao redor do local como forma de defesa. "Nós não estamos tentando chegar ao poder, nós só queremos expressar os nossos descontentamentos", disse o tenente Antonio Trillanes. O grupo acusa o governo de Arroyo de armar ataques terroristas nas Filipinas para poder obter ajuda militar dos Estados Unidos. O correspondente da BBC em Manila, Jonathan Head, disse que esse tipo de acusação já foi feito antes, mas que os soldados rebeldes ainda não mostraram nenhuma prova das alegações. O número pequeno de soldados envolvidos no incidente e a aparente falta de apoio público indicam que a ação dos rebeldes é mais uma inconveniência do que uma ameaça ao governo. Head afirma, no entanto, que o incidente reforça a percepção de que o governo não está em uma posição totalmente segura. A predecessora de Arroyo, Corazón Aquino, conseguiu se defender de várias tentativas de golpe, no fim dos anos 80, por oficiais que reclamavam de corrupção no governo. |
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