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Atualizado às: 27 de julho, 2003 - 14h49 GMT (11h49 Brasília)
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Militares filipinos amotinados se rendem e voltam aos quartéis
Soldado filipino
Rebeldes eram jovens oficiais exigindo providências contra corrupção

Os jovens oficiais rebeldes que tomaram um shopping center no centro financeiros da capital filipina, Manila, concordaram em encerrar a rebelião e voltar aos quartéis, de acordo com um dos negociadores do governo.

Os rebeldes colocaram explosivos no shopping nas primeiras horas deste domingo e exigiam a renúncia da presidente Gloria Arroyo, acusada por eles de corrupta.

"Foi acordado que o cerco iria acabar e que eles (rebeldes) vão retornar aos quartéis", afirmou o coronel Danilo Lim, membro do grupo de negociadores do governo.

O acordo aconteceu depois de dois prazos para que os rebeldes se rendessem tivessem sido desrespeitados.

Persuasão

Cerca de 15 dos rebeldes já haviam se entregado, mas 200 continuavam no shopping.

O correspondente da BBC em Manila, John McLean, disse que um assalto ao prédio foi evitado porque os militares amotinados pareciam abertos à persuasão.

Os jovens oficiais também pediam a renúncia do ministro da Defesa, Angelo Reyes.

Explosivos

Os amotinados estavam fortemente armados e colocaram explosivos no complexo Glorietta, que fica no bairro de Makati.

O tenente Antonio Trillanes, um dos líderes da rebelião, afirmou que os explosivos foram plantados apenas para que os amotinados pudessem se defender.

Correspondentes que acompanharam o motim disseram que a sutuação era complicada, com os amotinados trocando cumprimentos com os soldados leais ao governo, enviados para cercá-los.

Um dos rebeldes que se entregou mais cedo prestou continência a um general leal ao governo na saída e recebeu um abraço do general.

Alegações

Em um pronunciamento em cadeia nacional de televisão, a presidente Arroyo alertou para a possibilidade de uso de "força" para retomar o shopping e disse que tinha total controle da situação.

Ela se dirigiu diretamente ao amotinados afirmando que era a "comandante em chefe" das Forças Armadas.

"Vocês cruzaram a linha do professionalismo e estão envolvidos em uma ação política ilegal, calçada no uso de força. Suas ações estão beirando o terrorismo", disse a presidente.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou seu "total apoio" à Arroyo, assim como o governo australiano.

O grupo rebelde acusou o governo de encenar ataques terroristas nas Filipinas para conseguir ajuda militar dos Estados Unidos.

O correspondente da BBC em Manila afirma que as mesmas alegações tinham sido feitas anteriormente, mas os soldados amotinados não mostraram nenhuma prova para corroborar a acusação.

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