|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Soldados filipinos amotinados desafiam ultimato
O segundo prazo dado pelo governo para que os soldados amotinados em um complexo comercial em Manila, nas Filipinas, se entregassem passou sem nenhum sinal de mudança. Mais cedo, a presidente Glória Arroyo declarou um "estado de rebelião" em todo o país e disse aos soldados que eles tinham até as 17h (6h em Brasília) para se entregar prazo que acabou prolongado por duas horas. Representantes do governo tentam negociar uma solução pacífica para a crise. Cerca de 15 dos amotinados se entregaram e, ainda que a maioria cerca de 200 ainda estejam dentro do complexo, o ministro Mike Defensor disse ter esperanças de que todos se entregassem. Espera O correspondente da BBC em Manila, John McLean, disse que os rebeldes prometem não desistir, mas há sinais de que eles possam estar abertos a negociações. "Nós iremos apenas esperar... o tempo que for necessário", disse o tenente da Marinha Antonio Trillanes, um dos líderes do levante. Correspondentes em Manila afirmam que a situação no local é complexa, com evidência de que os amotinados estariam trocando apertos de mão com os soldados enviados para cercá-los. Os soldados - supostamente golpistas - tomaram o controle do prédio nas primeiras horas do domingo e o cercaram de explosivos. Eles pedem a renúncia da presidente e do ministro da Defesa, Angelo Reyes, acusando o governo de corrupção. Em um pronunciamento transmitido pela televisão em cadeia nacional, a presidente Gloria Arroyo avisou que iria autorizar a "força cabível" para recuperar o complexo. Ela afirmou que os soldados haviam "cruzado a linha de professionalismo e estão agora engajados em uma ação política ilegal". "Suas ações já estão beirando o terrorismo", afirmou a presidente, se dirigindo aos soldados rebeldes. O departamento de Estado americano expressou "apoio total" à presidente posição também manifestada pelo ministro do Exterior da Austrália. Acusações Um dos soldados que estava na lista do governo daqueles que deveriam ser presos disse aos repórteres, do lado de fora do complexo comercial, que o grupo de amotinados não tem intenção de dar um golpe de Estado e que eles só haviam colocado explosivos ao redor do local como forma de defesa. "Nós não estamos tentando chegar ao poder, nós só queremos expressar os nossos descontentamentos", disse o tenente Antonio Trillanes. O grupo acusa o governo de Arroyo de armar ataques terroristas nas Filipinas para poder obter ajuda militar dos Estados Unidos. O correspondente da BBC em Manila, Jonathan Head, disse que esse tipo de acusação já foi feito antes, mas que os soldados rebeldes ainda não mostraram nenhuma prova das alegações. O número pequeno de soldados envolvidos no incidente e a aparente falta de apoio público indicam que a ação dos rebeldes é mais uma inconveniência do que uma ameaça ao governo. Head afirma, no entanto, que o incidente reforça a percepção de que o governo não está em uma posição totalmente segura. A predecessora de Arroyo, Corazón Aquino, conseguiu se defender de várias tentativas de golpe, no fim dos anos 80, por oficiais que reclamavam de corrupção no governo. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||