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Atualizado às: 26 de julho, 2003 - 01h58 GMT (22h58 Brasília)
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Japão aprova leis para enviar soldados ao Iraque
Tumulto no Parlamento japonês
A reunião de um comitê do Parlamento para discutir o projeto terminou em confusão

O Parlamento do Japão aprovou leis que vão permitir ao país enviar tropas terrestres para o Iraque, a fim de ajudar no processo de reconstrução do país.

A ajuda representará o maior envio de soldados japoneses para um país estrangeiro desde a Segunda Guerra Mundial. Uma missão de reconhecimento deve deixar o país rumo ao Iraque em agosto, seguida de um grupo de mil soldados em outubro.

A legislação aprovada, contudo, não foi bem aceita por todos. Partidos de oposição no Parlamento se esforçaram para barrar a proposta, argumentando que ele viola a constituição japonesa ao autorizar o uso de soldados para uma missão que não é de defesa do país.

Uma votação do projeto em uma comissão do Parlamento foi prejudicada por um tumulto, quando membros revoltados da oposição tentaram passar por outros legisladores para tentar alcançar o presidente da comissão.

Vitória

O presidente havia determinado o fim do debate sobre a legislação e deu o projeto como aprovado com o tumulto ainda ocorrendo ao seu redor.

A aprovação representa uma vitória significativa do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, que há tempos vem se mostrando favorável à participação de soldados japoneses em forças multinacionais de paz.

Segundo o correspondente da BBC em Tóquio Jonathan Head, a oposição tentou todos os truques para impedir a aprovação do projeto e até mesmo apresentou uma moção de desconfiança contra Koizumi.

No entanto, o primeiro-ministro possui maioria nas duas casas do Parlamento e não teve problemas para garantir os votos necessários.

Trabalho humanitário

No Iraque, os soldados japoneses devem ajudar no reassentamento de refugiados, na reconstrução de prédios, casas e da infra-estrutura e na distribuição de água.

Apesar de os soldados terem ordens de se dedicar a trabalhos humanitários e não ir a áreas de conflito, o próprio premiê Koizumi reconheceu que será difícil identificar quais são essas regiões do Iraque que devem ser evitadas.

O correspondente da BBC acredita que o primeiro-ministro ainda terá que encarar a apreensão do povo em relação a seu projeto, num país que adotou uma constituição pacifista desde a Segunda Guerra Mundial e que não teve nenhum soldado morto em ação desde o final do conflito.

No momento, há cerca de 147 mil soldados americanos e 13 mil de outros países no Iraque.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, general Richard Myers, disse nesta quinta-feira que 19 países enviaram tropas ao Iraque até agora, e 15 outras concordaram em fazer o mesmo.

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