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Atualizado às: 26 de julho, 2003 - 07h01 GMT (04h01 Brasília)
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Argentina prende 40 militares para possível extradição
O ex-capitão da Marinha, Alfredo Astiz
O ex-capitão da Marinha, Alfredo Astiz

As autoridades argentinas prenderam cerca de 40 ex-militares que poderão vir a ser extraditados para a Espanha para julgamento por violações de direitos humanos cometidas durante o regime militar.

Entre os detidos estão o ex-capitão da marinha Alfredo Astiz – conhecido como o "anjo louro" e "anjo da morte" – e outros oficiais suspeitos de tortura e assassinato durante o período de 1976 a 1983.

O juiz espanhol Baltasar Garzón pediu a extradição de 45 ex-militares e um civil argentinos acusados de crimes contra cidadãos espanhóis.

O presidente argentino, Nestor Kirchner, anulou na sexta-feira o decreto que impedia a extradição de militares, abrindo caminho para o julgamento deles no exterior.

Acusados

Astiz, de 50 anos, já foi julgado por um tribunal francês pela morte de duas freiras francesas durante o regime militar e condenado à prisão perpétua.

Outros militares na lista do juiz Baltasar Garzón incluem o líder do golpe de 1976, Jorge Videla, e Emilio Massera, chefe da Escola de Mecânica da Marinha, conhecida como um centro de tortura.

Analistas afirmam que os militares poderão apelar contra qualquer decisão de extradição com base nas leis de anistia aprovadas em Argentina em 1980.

Guerra suja

Estatísticas oficiais colocam o número de sequestrados, torturados e assassinados durante o período conhecido como "Guerra Suja" em 9 mil, mas muitos acreditam que o número real seja de cerca de 30 mil.

Grupos de direitos humanos da Argentina têm travado uma longa campanha para tentar levar à Justiça os acusados pela morte e tortura de oponentes de esquerda.

Muitos militares foram inicialmente processados, mas acabaram recebendo anistia dos fracos governos civis que sucederam o regime militar.

Alguns dos que estão na lista de Garzón já estavam sob custódia por causa de investigações realizadas por juízes argentinos.

Campanha

No início desta semana, um juiz argentino libertou dez oficiais do Exército – presos no começo do mês em conexão com o massacre de 22 prisioneiros em 1976 – afirmando não ter jurisdição para processá-los.

O juiz espanhol Baltasar Garzón tem liderado uma campanha para tentar julgar os acusados de violações de direitos humanos na América Latina.

Foi ele quem encabeçou a campanha mal-sucedida para extraditar o ex-ditador chileno, general Augusto Pinochet, quando ele esteve em Londres, em 1998, para tratamento médico.

Mais recentemente, Garzón conseguiu a extradição do México para a Espanha do ex-militar argentino Ricardo Miguel Cavallo, acusado de genocídio e terrorismo.

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