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Atualizado às: 25 de julho, 2003 - 11h33 GMT (08h33 Brasília)
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Forte bombardeio na Libéria mata pelo menos sete
Liberianos em Monróvia
Monróvia, a capital do país, está ficando sem água potável

O centro da capital da Libéria sofreu nesta sexta-feira o pior ataque desde segunda, quando mais de 60 pessoas morreram.

A ofensiva, que ocorreu logo depois do amanhecer, no sétimo dia de fortes combates em Monróvia, deixou pelo menos sete refugiados mortos em uma escola.

Cerca de 30 bombas caíram na cidade em apenas dez minutos. A área bombardeada inclui bairros residenciais, ruas de comércio, agências internacionais e a embaixada americana.

De acordo com o correspondente da BBC na cidade, Paul Welsh, as pessoas estavam gritando e correndo para se proteger dos morteiros que explodiam na cidade.

Avanço

Nos combates de rua, as forças do governo avançaram, mas os rebeldes continuam aparentemente controlando a periferia e a região portuária de Monróvia.

Centenas de pessoas morreram nos últimos dias de combates.

O representante especial da ONU para a Libéria, Jacques Klein, reclamou da demora da comunidade internacional em enviar uma força de paz ao país.

Klein falou depois de uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança da ONU, na quinta-feira, em que foi discutida a situação do país africano.

"Em princípio, estamos precisando ter uma força de paz com 10 ou 15 mil (soldados). Mas precisamos começar em algum lugar", disse.

Frustração

Durante toda a quinta-feira, diplomatas na sede da ONU esperaram por notícias sobre os resultados de uma reunião que estava sendo realizada em Serra Leoa, em que foi discutido quando os dois batalhões prometidos pela Nigéria começariam a ser mobilizados.

Mas nenhum avanço foi anunciado – o que significa que, pelo menos nos próximos dias, não haverá envio de tropas de paz à Libéria.

Além de Klein, o subsecretário da ONU, Olaru Otunnu, que havia acabado de chegar do oeste da África, também deixou clara sua frustração.

"É muito frustrante que uma tragédia dessa magnitude se descortine perante nossos olhos e que, com todos os meios à nossa disposição, não tenhamos sido capazes de agir mais rapidamente e resgatar a população liberiana, que está num estado de desespero, numa situação horrível."

Cólera

Na capital liberiana, Monróvia, os suprimentos de água potável acabaram em várias bairros, aumentando o temor de que doenças como a cólera se espalhem rapidamente, caso a população passe a consumir água contaminada.

O fornecimento de água foi cortado quando uma estação de distribuição foi atacada, há cinco dias, e a maioria das caixas d'água está vazia.

Funcionários de agências de ajuda humanitária disseram que a violência na cidade tem impedido que eles ajudem milhares de liberianos que estão buscando abrigo em igrejas, escolas e abrigos temporários.

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