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Peru acusa Sendero Luminoso do pior ataque em quatro anos
Supostos guerrilheiros esquerdistas no Peru realizaram uma emboscada em uma área remota do país, matando sete pessoas e ferindo dez, segundo informações de fontes militares. A emboscada teria sido praticada contra uma patrulha de fuzileiros na região de Ayacucho, no centro do país, tradicional reduto do grupo. Se confirmado, este será o mais grave ataque do movimento rebelde peruano Sendero Luminoso nos últimos quatro anos. E indica um possível ressurgimento do grupo, uma temida organização guerrilheira no final da década de 80 e início dos anos 90. "As balas vinham de todas as direções", disse um fuzileiro à agência de notícias Associated Press. Mortos Em meio à correria, o fuzileiro disse que não foi possível para os militares ver seus agressores, mas é pouco provável que algum rebelde tenha sido morto. Há notícia de que cinco dos mortos eram fuzileiros e dois eram guias civis. As forças de segurança peruanas intensificaram recentemente a busca de supostos membros do Sendero Luminoso na área. Em junho, rebeldes seqüestraram 71 trabalhadores de um oleoduto na mesma região. Os seqüestrados foram libertados no dia seguinte. Os ataques despertaram temores de que os guerrilheiros estejam caminhando para uma nova fase de violência depois de quase uma década de inatividade. Alguns analistas militares, contudo, acreditam que os incidentes são obra de sobreviventes isolados e que o Sendero Luminoso está longe de recuperar a antiga forma. O poder do grupo pareceu se dissipar depois que seu fundador, Abimael Guzmán, foi capturado, em 1992. O Sendero Luminoso é responsabilizado por cerca de 20 mil mortes desde que lançou sua campanha armada, em 1980. |
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