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Atualizado em: 09 de julho, 2003 - 08h49 GMT (05h49 Brasília)
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Sendero Luminoso convoca 'greve armada' no Peru
Militares peruanos
Governo aposta em ações militares para combater guerrilheiros

O grupo guerrilheiro Sendero Luminoso distribuiu panfletos em uma área dos Andes, no Peru, convocando a população para uma "greve armada" de seis dias no fim de julho, segundo autoridades e fontes policiais.

A greve foi convocada para o período entre 25 e 30 de julho, época em que a independência do Peru é festejada.

Os panfletos foram entregues a passageiros de veículos em zonas remotas ao sul da região de Ayacucho, considerada a base do Sendero Luminoso, 350 quilômetros a sudeste de Lima.

"Os panfletos pedem a renúncia das autoridades que representam o governo central. Nós pedimos calma à população e vamos manter nossas atividades normais", disse Walter Antayhua, prefeito de Coracora, em Ayacucho.

Recompensa

Segundo uma fonte policial de Ayacucho citada pela agência de notícias Reuters, os panfletos foram distribuídos por um grupo de 25 homens armados - que gritavam viva ao Sendero Luminoso - no sul de Ayacucho e na região vizinha de Apurímac, a mais pobre do país.

O governo peruano ofereceu uma recompensa de 50 mil novos sóis (pouco mais de R$ 41 mil) a quem forneça informações que permitam a captura de 12 comandos que operam na selva central do país.

O ministro da Defesa peruano, Aurelio Loret de Mola, disse que a recompensa será entregue pelos "12 comandos das três companhias em que se divide a coluna terrorista que se move pelos vales de Ene e Apurímac".

Segundo uma pesquisa divulgada na segunda-feira, a nova ameaça do Sendero Luminoso se tornou o segundo "aspecto negativo" no governo do presidente Alejandro Toledo, cuja gestão é aprovada por apenas 13% dos peruanos.

Militar

Toledo se reuniu na terça-feira com chefes de três das 24 regiões do Peru em que o governo mantém um estado de emergência - que concede aos militares o controle da ordem - devido à presença de guerrilheiros.

"Precisamos reforçar ações antiterroristas com ações militares, mas também aumentando os investimentos na área social", disse Toledo.

O prefeito de Coracora informou que, depois de quase uma década, sua municipalidade vai reativar no domingo as "rondas camponesas", grupos de civis organizados para fazer vigilância na região.

"Estamos convidando todas as comunidades e estima-se que cerca de 400 pessoas vão fazer vigilânica e busca de informações, porque ainda não estamos armados", disse Antayhua.

As atividades do Sendero Luminoso diminuíram drasticamente desde 1992, depois da captura de Abimael Guzmán, principal dirigente do grupo.

Da prisão, Guzmán dirige uma facção do grupo guerrilheiro que busca a anistia de seus líderes por meio de uma ação política e legal, de acordo com fontes da área de segurança.

Remanescente

A convocação de uma "greve armada" pelo Sendero Luminoso coincide com um momento em que o grupo lançou uma onda de incursões e ataques em áreas andinas e da selva no Peru.

Em junho, o grupo de orientação maoísta voltou ao noticiário quando seqüestrou e manteve cativos por quase dois dias 71 trabalhadores de uma empresa argentina, que constrói um gasoduto em uma região da selva.

O seqüestro foi a ação mais importante do grupo desde um ataque com um carro-bomba em março de 2002, perto da embaixada dos Estados Unidos em Lima, em que dez pessoas morreram.

Os novos ataques e incursões do Sendero Luminoso são dirigidos por uma facção do grupo que não renunciou à luta armada, segundo fontes policiais.

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