|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Peru diz ter capturado 2º homem do Sendero Luminoso
A polícia antiterrorismo do Peru afirmou ter capturado no sábado Florentino Cerrón Cardozo, acusado de ser o segundo homem na hierarquia do movimento rebelde de esquerda, Sendero Luminoso. A prisão de Cardozo aconteceu depois de uma nova onda de ataques atribuídos ao Sendero Luminoso, entre eles o seqüestro de 71 trabalhadores de uma empresa argentina, no início de junho. De acordo com as autoridades peruanas, Cardozo seria o chefe do comitê regional-central do grupo rebelde. Também conhecido como Marcelo, Carlos, Júlio e Raúl, ele é acusado de participação em 122 assassinatos, 92 "ataques subversivos" e mais 91 incidentes a mão armada. Visita Cardozo foi preso quando visitava sua mulher e filhos em um subúrbio de Huancayo, a 300 km a sudeste da capital peruana, Lima. Com essa prisão, todos os líderes originais do Sendero, com exceção do comandante rebelde Artêmio, estão fora de circulação. Segundo analistas, a captura de Cardozo deve representar um alívio para o governo peruano que vem sendo acusado pelos seus opositores de permitir que a guerrilha ganhe espaço para ressurgir. O Sendero Luminoso, de orientação maoísta, sofreu sua maior derrota em 1992 após a prisão do líder máximo do grupo, Abimael Guzmán, durante o governo do ex-presidente Alberto Fujimori. De acordo com autoridades, cerca de 30 mil pessoas teriam morrido num espaço de 20 anos por causa da violência atribuída a grupos rebeldes no Peru. 'Ressurgimento' Em uma entrevista concedida à emissora de TV Canal Cinco, no domingo, o presidente peruano, Alejandro Toledo, prometeu aumentar os orçamentos militar e policial para combater a atual onda de ataque atribuída ao Sendero Luminoso. Desde então, têm havido relatos quase diários de incidentes envolvendo o Sendero, entre eles o assassinato de um líder da defesa civil e vários ataques armados em estradas isoladas nas florestas. Segundo analistas, apesar de Fujimori ter alardeado o fim da guerrilha nos anos 90, pequenos núcleos sobreviveram em locais isolados do Peru e estariam se reorganizando. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||