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Atualizado em: 10 de julho, 2003 - 16h27 GMT (13h27 Brasília)
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Bush admite 'problemas de segurança' no Iraque
Soldados americanos no Iraque
A resistência aos militares dos EUA tem sido cada vez maior no Iraque

O presidente americano, George W. Bush, admitiu nesta quinta-feira que ainda existem problemas de segurança no Iraque, o que, segundo ele, significa que os soldados devem "se manter fortes".

Esses comentários, feitos no dia seguinte à morte de mais dois soldados americanos no Iraque, em episódios isolados, foram bem mais comedidos do que os feitos no mês passado, quando Bush usou um tom desafiador - "Eles que venham" - ao ser referir à escalada de violência contra americanos.

Bush discursava em Botsuana, a última parada do seu giro por países sul-africanos, e disse que "não há dúvidas de que temos problemas de segurança no Iraque e teremos que lidar com de forma individual". "Precisamos nos manter fortes", afirmou o presidente.

Ele disse ter conversado com Paul Bremer, o administrador americano no Iraque, que acredita que a maior parte dos cidadãos iraquianos está feliz com a saída de Saddam Hussein do poder.

Baath

Bush disse ainda ser importante deixar claro que os ataques de simpatizantes do partido Baath, de Saddam, contra a infra-estrutura são ataques contra o povo iraquiano.

Ele acrescentou que, quanto mais iraquianos se envolverem na segurança da infra-estrutura do país e no governo de transição, mais fácil será a conscientização deles de que os simpatizantes de Saddam estão trazendo sofrimento para o país.

Nos mais recentes ataques a americanos no Iraque, dois soldados que viajavam em um comboio da 4ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos, cerca de 160 quilômetros ao norte de Bagdá, foram atingidos por granadas na quarta-feira à tarde.

Ambos foram levados a um hospital militar, mas um deles não resistiu aos ferimentos.

Outro soldado foi baleado e morreu nas proximidades da cidade de Mahmudiyah, cerca de 25 quilômetros ao sul de Bagdá, quando, segundo os militares americanos, o comboio em que viajavam foi emboscado por um grupo de homens com armas leves.

Tiroteio não-hostil

O Comando Central americano acrescentou que outro soldado teria morrido em um "tiroteio não-hostil" na quarta-feira. As circunstâncias do episódio não foram esclarecidas.

Houve também três ataques a morteiro isolados contra soldados dos EUA na cidade de Ramadi, cerca de 100 quilômetros a oeste de Bagdá, mas ninguém teria morrido.

O correspondente da BBC em Bagdá, Peter Greste, disse que Ramadi e Mahmudiyah são considerados redutos de simpatizantes de Saddam, e tem havido resistência considerável às tropas americanas nesses locais.

Nas últimas semanas, houve uma escalada nos ataques contra soldados americanos no Iraque, e os incidentes têm revelado o uso cada vez maior de armas pesadas.

Um fita de áudio supostamente gravada por Saddam Hussein divulgada recentemente instava os iraquianos a resistirem com violência contra as tropas da coalizão anglo-americana.

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