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Atualizado às: 04 de julho, 2003 - Publicado às 02h37 GMT - 23h37 (Brasília)
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Nova renúncia aumenta a crise na Justiça argentina

O presidente da Suprema Corte da Argentina, Júlio Nazareno
Nova renúncia ocorre depois da saída do presidente da Suprema Corte, Júlio Nazareno

Uma semana depois da renúncia do presidente da Suprema Corte de Justiça, Júlio Nazareno, seu substituto interino e vice-presidente da instituição, Eduardo Moliné O’Connor, também desistiu do cargo.

A decisão, anunciada na noite desta quinta-feira, agrava a crise na Justiça argentina, mas pode representar o que o governo desejava.

As renúncias abrem caminho para que o presidente Néstor Kirchner se livre dos magistrados apontados como simpatizantes do ex-presidente Carlos Menem e indique pessoas mais ligadas à linha adotada por sua administração.

"Kirchner deve ter cuidado para não repetir os mesmos erros (do ex-presidente Carlos Menem) e aproveitar a oportunidade para, realmente, dar a transparência que prometeu na indicação dos juízes", escreveu, no fim de semana, o analista Júlio Blank no jornal Clarín.

Saída prevista

O ministro da Justiça, Gustavo Béliz, já havia deixado claro que Moliné O’Connor não ficaria muito mais tempo no cargo.

Em entrevistas publicadas pela imprensa argentina, Béliz alertou o vice-presidente da Suprema Corte que ele seria o próximo a ser investigado por uma espécie de CPI instaurada na Câmara dos Deputados.

Essa foi a mesma CPI que acabou levando Nazareno, amigo de Menem, a renunciar ao cargo antes de ser obrigado a comparecer à Câmara para dar explicações sobre seus votos, seus atos e sua fortuna.

As mesmas suspeitas de irregularidades recaíam sobre Moliné O'Connor e, como Nazareno, o vice da Suprema Corte também preferiu desistir a ter que enfrentar as perguntas dos parlamentares.

Assessores do juiz confirmaram para esta sexta-feira uma reunião dos oito ministros da Suprema Corte.

Eles deverão discutir a remodelação da instituição e até mesmo seus próprios destinos, já que não se descarta que a CPI passe a investigar os outros integrantes do órgão que sejam ligados ao ex-presidente Menem.

Apesar de peronista (ligado ao Partido Justicialista) como Kirchner, Menem e o atual presidente são inimigos políticos. Os dois disputaram a última eleição para a Casa Rosada, mas Menem desistiu no segundo turno, quando as pesquisas apontavam a vitória de Kirchner.

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