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Abbas e Sharon dizem estar comprometidos com a paz
Os primeiros-ministros israelense, Ariel Sharon, e palestino, Mahmoud Abbas, falaram de seu desejo pela paz durante uma aparição conjunta antes do encontro realizado nesta terça-feira. Após um aperto de mão, os dois líderes disseram que seus povos não são inimigos. Os comentários de Sharon e Abbas foram feitos pouco antes da rodada de negociações sobre o novo plano de paz para a região. Houve alguns incidentes isolados de violência nas últimas 48 horas, mas o cessar-fogo anunciado no fim de semana parece estar sendo mantido. Concessões O primeiro-ministro israelense reiterou a sua promessa de fazer concessões dolorosas para que a paz possa ser alcançada, mas avisou que a sua responsabilidade primordial é manter a segurança dos israelenses. "Não haverá nenhuma concessão com terror. Não haverá paz com terror", afirmou Sharon. Abbas também conhecido como Abu Mazen disse que, pelo diálogo, os dois lados podem deixar o passado para trás. "Cada dia que passa sem um acordo é uma oportunidade perdida. Cada pessoa morta é uma tragédia", afirmou o primeiro-ministro palestino. "Então, chega de mortes, chega de tragédia, chega de dor. Vamos para frente", completou. Complementar O correspondente da BBC em Jerusalém, James Reynolds, disse que os comentários dos dois líderes foram tão complementares que ele não ficaria surpreso se os pontos principais tivessem sido "ditados" pelos Estados Unidos. Os primeiros-ministros palestino e israelense evitaram abordar questões difíceis, como assentamentos, refugiados e a situação de Jerusalém. Mais cedo nesta terça-feira, Abbas havia dito ao parlamento palestino que o seu encontro com Sharon abordaria tópicos como assentamentos, a política israelense de assassinatos coletivos e a restrição de movimento nos territórios palestinos. Ele teria dito esperar que as tropas israelenses se retirem de todas as áreas ocupadas desde setembro de 2000 dentro de um mês e meio. O novo plano de paz para a região prevê o retorno do controle de áreas palestinas à Autoridade Palestina. |
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