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Palestinos transitam livres por Gaza pela 1ª vez em 2 anos
Autoridades palestinas e americanas comemoraram a retirada de tropas israelenses das regiões norte e central da Faixa de Gaza, que voltaram ao controle da polícia palestina. O Exército removeu os principais pontos de checagem na mais importante rodovia da região, permitindo a livre movimentação de palestinos pelo território pela primeira vez em dois anos. A retirada faz parte do plano de paz apoiado pela comunidade internacional e que prevê a criação de um Estado palestino. Para o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, o processo de paz está entrando em uma "nova era" com os acontecimentos desta segunda-feira. Comemoração O ministro de Gabinete da Autoridade Palestina, Yasser Abed Rabbo, também festejou a retirada. "Acabar com a ocupação (israelense) é o principal objetivo do povo palestino", afirmou. Autoridades dos dois lados realizaram novas negociações para estabelecer os detalhes da retirada israelense também da Cisjordânia. De acordo com oficiais de segurança palestinos, os dois lados concordaram que a retirada das forças israelenses de Belém será feita na quarta-feira. Trégua Os primeiros-ministros israelense, Ariel Sharon, e palestino, Mahmoud Abbas (também conhecido como Abu Mazen), terão um novo encontro nesta terça-feira para discutir os próximos passos do processo. A retirada das tropas de Gaza ocorreu depois que os três principais grupos militantes palestinos, o Hamas, a Jihad Islâmica e a Fatah, declararam um cessar-fogo no confronto com Israel. A Fatah seguiu os principais grupos militantes, o Hamas e a Jihad Islâmica, na declaração de suspensão de ataques no domingo, fazendo surgir esperanças de que seja o fim de 33 meses de conflitos diretos entre palestinos e israelenses. O único grupo que não aceitou a trégua foi uma facção do Fatah, a Brigada dos Mártires Al-Aqsa, que matou um funcionário de uma companhia israelense no norte da Cisjordânia, perto de Jenin. Esforço O avanço no plano de paz é tido como uma conseqüência direta da pressão americana para encerrar o conflito na região. O secretário de Estado americano, Colin Powell, enfatizou na segunda-feira que a trégua era um "desdobramento positivo", mas adicionou que não era suficiente para garantir uma paz duradoura. "Não pode haver pessoas com armas, milícias armadas, dentro de um Estado", disse Powell na televisão americana. "Se você vai ter um Estado palestino, toda a força, todas as armas têm que ficar sob controle do governo", disse ele. Sem força de paz Powell também disse que tropas americanas não devem ser enviadas à região como forças de paz. "Mas nós podemos ajudar os dois lados. Podemos ser facilitadores, monitores, avaliadores do que está acontecendo." O correspondente da BBC David Chazan disse que o retirada gerou muito otimismo, já que os dois lados estão cansados de violência. Entretanto, de acordo com o correspondente, a esperança palestina em Gaza está misturada com atenção e até mesmo suspeita. Segundo ele, os palestinos já viram outros planos de paz iniciados e finalizados, cedendo lugar a novos enfrentamentos. Ali Zaaneen, palestino que teve uma fazenda destruída pelas forças israelenses perto da cidade de Beit Hanoun, na Faixa de Gaza, viu a chegada da polícia no sábado sem muita empolgação. "A agressão israelense não deixou espaço em nossos corações para esperança e alegria", disse ele à agência de notícias Associated Press. "Agora eu posso ir todos os dias para minha fazenda, mas não vou encontrar nada para colher e levar para o mercado." |
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