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Análise: os EUA e a violência no Oriente Médio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Roger Hardy O aumento da violência entre israelenses e palestinos é um desafio ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que apenas na semana passada visitou o Oriente Médio e disse estar pessoalmente comprometido em reviver o processo de paz. E o que pode o presidente americano fazer para mostrar sua seriedade? O que ficou claro é que o encontro na Jordânia há uma semana - em que o presidente Bush e os primeiro-ministros israelense e palestino prometeram trabalhar pela paz - carecia de um ingrediente vital: um mecanismo claro de continuidade. Bush deixou para as duas facções a tarefa de fortalecer a confiança no plano de paz, enquanto esperava que um experiente diplomata americano, John Wolf, visitasse a região para monitorar o desempenho de ambas as partes. Urgência Wolf deve chegar nesta semana - e após o último atentado, a Casa Branca deve estar ansiosa para que ele comece a trabalhar assim que possível. Apenas isso, no entanto, não vai ser suficiente. O problema essencial é que a liderança palestina parece incapaz de, e os israelenses não parecem dispostos a, romper com o ciclo da violência. Em público, Ariel Sharon insiste em afirmar o direito de Israel de adotar qualquer ação que julgue necessária em sua guerra contra o Hamas. E o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas (também conhecido como Abu Mazen), parece incapaz de impedir os ataques suicidas, dada a fraqueza das forças de segurança palestinas e a fúria da população ante os repetidos ataques a míssil na Faixa de Gaza. |
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