Grécia: eleitores decidem 'se ficam ou se vão'

Professores da rede pública protestam contra cortes de empregos em Atenas em junho de 2014 | Foto: AFP

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Legenda da foto, Muitos gregos se opõem aos cortes impostos pelos credores internacionais do país

A Grécia deve muito dinheiro. Em 2012, o país contraiu um empréstimo de 240 bilhões de euros junto a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o FMI para escapar do colapso econômico.

Para curar os males da economia grega, os credores insistiram numa série de cortes nos gastos públicos como condição dos empréstimos.

No entanto, alguns gregos acham que a cura é pior do que a doença.

O país terá uma escolha difícil nas eleições deste domingo: aceitar a austeridade na esperança de um futuro melhor ou romper as condições do acordo e arriscar ser expulso da zona do euro.

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Em resposta à crise, o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, e seu partido, o conservador Partido da Nova Democracia, apresentaram um programa de cortes em serviços públicos para equilibrar as contas do país.

O desemprego é alto na Grécia, milhares de funcionários públicos perderam seus empregos e aposentadorias e benefícios também foram cortados.

Estudantes gregos fazem passeada de apoio a servidores públicos em Atenas em setembro de 2013 | Foto: Getty

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Legenda da foto, Cidadãos terão que escolher entre austeridade ou risco de expulsão da zona do euro
Primeiro-ministro grego Antonis Samaras | Foto: AFP

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Legenda da foto, Candidato à reeleição, Samaras defende cortes nos gastos públicos como única forma de conter crise

Samaras diz que seu governo não teve escolha a não ser executar os ajustes, mas afirma que os cortes funcionam e que a economia está melhorando.

O Syriza, um partido de esquerda que é contra as medidas de austeridade, diz que o país simplesmente não consegue pagar suas dívidas.

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O partido afirma que a Grécia está gastando tanto dinheiro pagando os empréstimos que não consegue investir para promover crescimento e criar empregos. E isso estaria estrangulando a economia.

Por isso, o Syriza, que vem ganhando força na Grécia, quer que o BCE e o FMI cancelem pelo menos metade da dívida. Mas as organizações que emprestaram dinheiro para o país dificilmente aceitarão a proposta.

Alexis Tsipras, do Syriza, participa de protesto em novembro de 2014 | Foto: AFP

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Legenda da foto, Em meio ao debate no país, partido de esquerda vem ganhando apoio em diversos setores

Os gregos podem não pagar e deixar para trás tanto a zona do euro quanto suas dívidas, mas precisariam estabelecer uma nova moeda e não poderiam pegar mais dinheiro emprestado.

Também seria caro para a Grécia criar uma nova moeda. A manobra poderia resultar em uma economia mais competitiva, mas a curto prazo, os gregos que têm poupanças perderiam a maior parte de seu dinheiro e as importações se tornariam muito caras.