Coronel que admitiu ter participado de tortura é encontrado morto no RJ

Crédito, Julia Carneiro
O coronel reformado Paulo Malhães, que admitiu ter torturado e matado presos políticos durante o regime militar, foi encontrado morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Malhães, de 76 anos, foi encontrado morto depois que três homens que entraram em sua casa na quinta-feira.
De acordo com a polícia, os assaltantes roubaram computadores e algumas armas. Autoridades investigam a possibilidade de que os homens tenham matado Malhães.
No mês passado, o coronel disse à Comissão Nacional da Verdade que nunca se arrependeu de ter matado "tantos quanto foram necessários" e torturado "muitos" prisioneiros.
Quase 500 pessoas desapareceram ou foram mortas no Brasil durante o regime militar, entre 1964 e 1985.
Outras milhares foram detidas e torturadas, incluindo a presidente Dilma Rousseff.
No mês passado, Malhães deu um relato detalhado sobre como torturou muitos presos políticos.
Ele defendeu suas ações dizendo que as pessoas que havia matado e torturado eram "guerrilheiros que lutavam uma luta armada".
"Eu cumpri o meu dever. Não me arrependo", disse ele, durante audiência da Comissão Nacional de Verdade..
A polícia disse estar procurando imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar os assassinos de Malhães.
No dia 1º de abril, o Brasil marcou 50 anos desde o golpe que levou ao governo militar, em 1964.












