Organização para Libertação da Palestina apóia conversas indiretas com Israel

Líderes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) deram seu apoio neste sábado para negociações indiretas de paz com Israel.
A decisão foi anunciada após uma reunião de três horas do comitê executivo do grupo, na Cisjordânia.
O enviado do presidente americano Barack Obama para o Oriente Médio, George Mitchell, está na região tentando lançar as negociações indiretas.
Essas negociações seriam mediadas por Mitchell.
“Pelo que nos diz respeito, o começo das negociações indiretas pode ser anunciado hoje”, disse após o encontro Yasser Abed Rabbo, assessor do líder palestino Mahmoud Abbas, segundo a agência Reuters.
O grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, havia apelado para que a OLP rejeitasse as negociações.
“Nós alertamos a executiva da OLP que não tome nenhuma decisão para retomar as negociações com o inimigo e para que não dê cobertura para que a ocupação de Israel cometa mais crimes contra nosso povo”, disse o grupo em um comunicado.
Assentamentos
Os palestinos se retiraram das negociações depois que Israel lançou uma ofensiva contra o grupo Hamas, em Gaza, no fim de 2008.
Tentativas de reiniciar as conversas, em março deste ano, acabaram sendo atrapalhadas pela disputa sobre a construção de assentamentos em Jerusalém Oriental, que os palestinos querem como capital de seu futuro Estado.
O anúncio gerou tensões na relação entre Israel e os Estados Unidos.
A posição formal da Autoridade Palestina é de que não irá realizar conversas diretas com Israel enquanto o país não congelar completamente a construção de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Em novembro, Israel anunciou uma suspensão de dez meses nas construções na Cisjordânia, sob pressão americana.
Mas o país considera que Jerusalém Oriental faz parte de seu território e por isso não precisa obedecer às restrições.
Israel ocupou a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, em 1967 e insiste que Jerusalém é sua capital indivisível.
Quase 500 mil judeus vivem em mais de 100 assentamentos na Cisjordânia, em meio a uma população palestina de 2,5 milhões.
Os assentamentos são considerados ilegais sob a lei internacional, o que Israel combate.












