Rússia e EUA anunciam retomada de negociações nucleares

A Rússia e os Estados Unidos deverão retomar negociações sobre a redução de seus arsenais nucleares, disseram nesta quarta-feira os presidentes russo, Dmitry Medvedev, e americano, Barack Obama.
O anúncio foi feito em um comunicado conjunto, após um encontro entre os dois presidentes, que estão em Londres para participar da reunião dos líderes do G20, que ocorre nesta quinta-feira.
Os dois presidentes disseram ter ordenado a seus negociadores nucleares que apresentem os primeiros resultados em julho.
Obama já disse que há diferenças marcantes entre Washington e Moscou, mas também há diversos interesses comuns. Segundo o líder americano, Estados Unidos e Rússia estarão em uma posição mais forte para reforçar o Tratado de Não-Proliferação de armas nucleares se derem o exemplo e reduzirem seus próprios arsenais.
A expectativa é de que essas negociações levem a um novo acordo para substituir o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), que expira no final do ano.
Atualmente, os Estados Unidos têm 2,2 mil mísseis nucleares estratégicos e a Rússia, 2,8 mil. Segundo um tratado firmado em 2002, os dois lados se comprometeram a reduzir esse arsenal para entre 1,7 mil e 2,2 mil até 2012, mas um novo acordo poderia definir uma redução ainda maior.
Otimismo
O presidente americano aceitou um convite de Medvedev para visitar Moscou em julho. Os dois líderes também afirmaram que concordaram em discutir a "cooperação internacional mútua".
Após o encontro com Obama, Medvedev disse estar otimista em relação ao futuro das relações bilaterais.
Segundo o especialista em diplomacia da BBC Jonathan Marcus, este é o primeiro sinal tangível de um restabelecimento das relações entre Moscou e Washington desde que Obama assumiu o governo.
No comunicado conjunto, Obama e Medvedev pediram ainda que o Irã colabore com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e prove que seu programa nuclear tem fins pacíficos - e não o objetivo de desenvolver armas nucleares.
Os dois presidentes também concordaram em trabalhar juntos em relação ao Afeganistão e expressaram preocupação com os planos da Coreia do Norte de lançar o que se supõe ser um míssil de longo alcance.












