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EUA têm maior taxa de crescimento dos últimos 30 meses | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A economia americana registrou, no primeiro trimestre de 2006, a maior taxa de crescimento dos últimos dois anos e meio, segundo o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 4,8%, mais do que o dobro do 1,7% registrado no último trimestre de 2005. O crescimento foi alavancado pelos gastos do governo para lidar com a destruição provocada pelos furacões que atingiram a costa sudeste do país no ano passado. No relatório divulgado nesta sexta-feira, o Departamento de Comércio diz que gastos e investimentos, tanto de consumidores como de empresas, contribuiram para levar a economia adiante. Déficit comercial O principal obstáculo foi o enorme déficit na balança comercial dos Estados Unidos, que tomou 0,8 ponto percentual do crescimento do primeiro trimestre. "Com o preço do petróleo disparando e a China investindo pesadamente em exportações, o déficit comercial continua a segurar o crescimento econômico dos Estados Unidos", disse Peter Morici, economista da Universidade de Maryland. "Sem uma desvalorização do dólar diante do iuan, o crescimento americano vai se reduzir significativamente na segunda metade deste ano", acrescentou. Na quarta-feira, o diretor do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano), Ben Bernanke, disse ao Congresso que os principais inimigos do crescimento são uma alta constante e prolongada do petróleo e uma queda violenta do mercado imobiliário. Bernanke deu a entender que o Fed pode parar de aumentar os juros em breve, mas avisou que as pressões inflacionárias podem mudar essa estratégia se o preço dos combustíveis continuar em alta. Apesar do forte crescimento observado entre janeiro e março, a inflação caiu para 2%, contra os 2,4% registrados no último trimestre de 2005, desprezando-se os custos de alimentos e combustíveis. Ainda nesta sexta-feira, a Universidade de Michigan divulgou dados que sugerem que os consumidores estão começando a se preocupar com o alto preço do petróleo. O índice de confiança do consumidor caiu de 88,9, em março, para 87,4, em abril. "Isso não representa uma grande queda na confiança, mas mostra que ela está diminuindo e pode continuar assim enquanto o preço da gasolina aumentar", avalia Brian Fabbri, economista-chefe do BNP Paribas em Nova York. |
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