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Katrina pode ser o furacão mais caro da história dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O furacão Katrina pode se tornar o mais caro da história dos Estados Unidos, de acordo com cálculos de analistas de riscos. Especialistas do setor, como a empresa AIR Worldwide Corp., baseada em Boston, estimam que as empresas de seguro poderão ter de pagar até US$ 26 bilhões (R$ 62 bilhões) em indenizações. Se esse valor se confirmar, a tempestade ultrapassará os custos do furacão Andrew, que atingiram o valor recorde de US$ 21 bilhões (R$ 50 bilhões), por causa da devastação causada na Flórida e em outros Estados banhados pelo Golfo do México. Segundo a agência de notícias Associated Press, 2004 já foi um ano ruim para a indústria, que teve de cobrir perdas acumuladas em quatro furacões. Por outro lado, o correspondente da BBC em Nova York Guto Harri informa que há também aqueles que vão procurar se aproveitar das oportunidades criadas pelo furacão, por exemplo, comprando ações em empresas de petróleo e nos bancos e firmas envolvidos em obras de reconstrução. O Katrina passou pela Flórida na semana passada e, depois de passar três dias no Golfo do México, voltou com ainda mais intensidade, desta vez atingindo Louisiana, Alabame e Mississipi. Impacto imediato Independentemente dos custos a médio prazo, o impacto econômico do Katrina já está sendo sentido no mercado financeiro e de petróleo. O petróleo chegou a US$ 70,80 nesta segunda-feira antes de recuar um pouco e fechar em US$ 67 nos Estados Unidos, numa alta atribuída à preocupação de que a oferta não será suficiente para atender a demanda. Por causa do Katrina, oito refinarias nos Estados de Louisiana e Mississipi foram fechadas. Juntas elas produzem diariamente 1,7 milhão de barris de petróleo, ou 9% da capacidade de refino dos Estados Unidos. A indústria petrolífera americana também foi golpeada pelo fechamento do oleoduto Capline, que transporta petróleo de Louisiana para refinarias no Estado de Illinois e para um porto de águas profundas, usado por muitos navios-tanques. O correspondente da BBC em Nova York Guto Harri diz que, embora a maioria dos americanos não saiba por experiência própria como é ser afetado por um furacão, desta vez cada cidadão deve sentir no bolso o impacto deixado por Katrina quando, por exemplo, puser combustível no carro. |
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