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Atualizado às: 30 de agosto, 2005 - 01h38 GMT (22h38 Brasília)
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Furacão Katrina deixa cinco mortos no sul dos Estados Unidos
Homem acena para equipes de resgate do telhado de uma casa
Em Nova Orleans, chuvas causaram mais estragos do que ventos
O furacão Katrina deixou pelo menos cinco mortos em Mississipi e Alabama, dois dos três Estados americanos pelos quais passou nesta segunda-feira, de acordo com informações oficiais.

Relatos da mídia local indicam que o número pode ser mais alto. O jornal Clarion-Ledger, da cidade de Jackson, em Mississippi, diz que até 54 pessoas teriam morrido apenas naquele Estado.

Não está claro se houve vítimas na Louisiana, mas o Estado também foi bastante castigado no que diz respeito a estragos materiais. A cidade mais afetada foi Nova Orleans, especialmente vulnerável por causa da sua localização abaixo do nível do mar.

A tempestade, que chegou a ser classificada com a categoria cinco - a mais alta na escala usada para medir a potência dos furacões - perdeu a força no final do dia, sendo rebaixada para um furacão de categoria um e mais tarde para tormenta tropical.

Os ventos, que em alguns chegaram a atingir 300 km/h, chegam agora no máximo a 104 km/h.

Antes de perder força, entretanto, Katrina provocou alagamentos e causou estragos em construções, derrubou árvores e linhas de energia nos três Estados do litoral sul do país.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos alerta que, mesmo como tormenta tropical, Katrina ainda pode levar muita chuva e causar destruição por onde passar – as previsões meteorológicas indicam que a tempestade atingirá o Tennessee nesta terça-feira.

"Os ventos de Katrina ainda são capazes de derrubar árvores e criar situações de risco", afirma o boletim das 19h00 local (20h em Brasília).

Em Nova Orleans, os ventos do Katrina arrancaram parte do teto de um estádio coberto em Nova Orleans, o Superdome, onde cerca de 90 mil pessoas tinham buscado abrigo. Milhares estão sem energia elétrica e também há relatos de inundações em Nova Orleans e em outras cidades costeiras, como Mobile, no Alabama.

Cerca de 80% dos moradores deixaram Nova Orleans antes da chegada do furacão.

Um correspondente da BBC no local, Alaistair Leithead, disse que há água por todos os lados da cidade, que fica abaixo do nível do mar. Em alguns locais, informa Leithhead, a água chega a uma altura de três metros.

O centro da cidade e o Distrito Francês, região turística de influência européia, estão numa parte mais alta da cidade e foram poupados, mas o restante foi inundado.

O sistema de diques e açudes que fazia a proteção das casas foi destruído pela tempestade. Mais do que os ventos, diz o correspondente, o que mais danificou as construções de Nova Orleans foram as inundações.

"Tenho um martelo, um machado e uma alavanca, mas estou esperando até o último minuto para escapar pelo telhado. Digam que venham me pegar aqui, por favor, quero viver", disse Robinson pelo telefone celular.

O presidente americano, George W. Bush, decretou estado de emergência em Louisiana, Alabama e Mississippi, abrindo o caminho para o envio de ajuda federal às pessoas afetadas.

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