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Oleoduto bilionário liga mar Cáspio ao Mediterrâneo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O petróleo vai começar a fluir do Mar Cáspio diretamente ao Mediterrâneo pela primeira vez. Foi inaugurado no Azerbaijão, nesta quarta-feira, o oleoduto de 1,6 mil quilômetros que passa pela Geórgia e Turquia, até o porto turco de Ceyhan. O oleoduto custou US$ 3,6 bilhões (cerca de R$ 7,3 bilhões) e foi construído por um consórcio liderado pela companhia de petróleo britânica British Petroleum, que detêm 30% do projeto. A obra demorou dez anos para ser concluída e vai abrir para o Ocidente uma das maiores reservas energéticas do mundo. Alta qualidade No fim dos anos 1990, as obras do oleoduto foram aceleradas depois que a BP fez novas descobertas de petróleo no Azerbaijão e os preços do produto começaram a subir. Além da BP, participaram do consórcio a estatal de petróleo do Azerbaijão, Socar, e as empresas Amerada Hess, ConocoPhillips, Eni, Inpex, Itochu, Statoil, Total, TPAO e Unocal. O petróleo sai de campos muito ricos da região que era dominada pela União Soviética. A região do Cáspio produz um petróleo leve de alta qualidade, mas sofria com a dificuldade de fazer chegar o produto aos mercados na Europa, nos Estados Unidos, na China e no Japão. Até a construção desse oleoduto, os países da região exportavam quase todo seu petróleo por meio de oleodutos russos. Segurança O secretário de Energia dos Estados Unidos, Sam Bodman, negou que o oleoduto seja uma tentativa de excluir a Rússia no transporte de petróleo. "Certamente não é assim que vemos isso", disse ele a repórteres em Moscou, pouco antes de embarcar para Baku, capital do Azerbaijão. "Vemos isso como um passo significativo na direção da segurança energética da região." No futuro, até 1 milhão de barris por dia vão passar por baixo da terra na direção dos principais mercados consumidores. Serão necessários, porém, muitos meses apenas para encher o oleoduto que tem uma capacidade para 10 milhões de barris. Segundo a repórter da BBC Emma Simpson, que está em Baku, para grandes consumidores de energia como os Estados Unidos que procuram diversificar suas fontes, essa é uma fonte estratégica de petróleo que não vem da Rússia ou do Oriente Médio. No entanto, Simpson observa que há riscos. O oleoduto passa por áreas voláteis do Cáucaso e vai requerer constante vigilância para impedir ataques. Houve protestos sobre o impacto do oleoduto sobre o meio ambiente. Inicialmente, o petróleo sairá integralmente do Azerbaijão, mas o Cazaquistão deve participar do projeto antes do fim da década. |
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